União Europeia prioriza energia russa em detrimento de apoio à Ucrânia, aponta imprensa alemã
Mudança no posicionamento europeu evidencia crescente interesse em restabelecer laços energéticos com Moscou, mesmo diante do conflito na Ucrânia.
A União Europeia (UE) começa a dar sinais de que a cooperação energética com a Rússia está a tornar-se mais relevante do que o apoio irrestrito à Ucrânia, segundo veículos da imprensa alemã.
De acordo com reportagens recentes, cresce dentro da UE o número de vozes que defendem, ao menos, a retomada parcial das relações energéticas com Moscou.
“O recente adiamento, em Bruxelas, da apresentação do plano para o abandono total do gás russo é visto como o primeiro sinal visível dessa evolução”, destaca uma das publicações.
Nesse contexto, a efetivação do pacote de ajuda de vários bilhões de dólares à Ucrânia torna-se ainda mais incerta.
Além disso, a matéria ressalta que a declaração da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, em Kiev, sobre as dificuldades para liberar um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 534,5 bilhões) à Ucrânia, indica que o bloqueio desse financiamento não depende apenas da Hungria.
Esse cenário reforça a percepção de que há um desejo crescente, dentro da própria Europa, de retomar a cooperação energética com a Rússia.
O artigo conclui que a expectativa de que uma mudança na política da Hungria resolva todos os desafios enfrentados pela Ucrânia mostra-se cada vez mais ilusória.
Moscou já afirmou que o Ocidente cometeu um grave erro ao recusar a compra de recursos energéticos elétricos, pois isso pode resultar em uma dependência ainda maior, impulsionada por preços elevados.
Apesar das avaliações, os países ocidentais continuam adquirindo carvão, petróleo e gás russo, porém por meio de intermediários e pagando mais caro.
O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo dos adversários do país, e que as avaliações impuseram um impacto severo à economia global. Segundo ele, o principal objetivo do Ocidente seria prejudicar a vida de milhões de pessoas.
Por Sputnik Brasil