ANÁLISE INTERNACIONAL

Grandes perdas: analista explica por que EUA não conseguiriam tomar ilhas e urânio do Irã

Ex-analista da CIA afirma que tentativa dos EUA de controlar ilhas iranianas ou apreender urânio resultaria em baixas inaceitáveis.

Publicado em 02/04/2026 às 03:23
Análise aponta riscos e inviabilidade de ação militar dos EUA para tomar ilhas e urânio do Irã. © AP Photo / Jim Gomez

A tentativa de tomar as ilhas iranianas no golfe Pérsico seria ineficaz para os Estados Unidos do ponto de vista estratégico, avaliou Larry Johnson, ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA), em entrevista à Sputnik.

De acordo com Johnson, uma ação militar desse porte seria fatal para os soldados norte-americanos envolvidos na operação.

“Não que diz respeito às ilhas de Kharg e Qeshm [na entrada do golfe Pérsico], isso não faria sentido do ponto de vista da resolução de questões militares”, afirmou.

O analista destacou ainda que uma missão dessa natureza resultaria em baixas proporções entre os soldados ou fuzileiros navais dos EUA destacados para a missão.

Na avaliação do especialista, não existe uma alternativa viável de operação terrestre que possa trazer resultados concretos para Washington.

Além disso, Johnson ressaltou que uma ação para capturar Urânio Enriquecido no Irã seria inviável para os Estados Unidos e implicaria em riscos extremos para os envolvidos.

“A complexidade da operação de captura de urânio enriquecido é tão grande que me parece impossível, mas qualquer tentativa de realizá-la acabaria na captura ou na morte da maioria dos participantes”, acrescentou.

Ele lembrou que, há mais de duas décadas, participou do planejamento de um exercício de treinamento com cenário semelhante.

Segundo Johnson, já naquela época, ficou evidente que esse tipo de ação não deveria ser levada adiante, pois as perdas seriam inaceitavelmente elevadas.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano, incluindo Teerã. O Irã, por sua vez, respondeu com intervenções contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil