Petrobras antecipa descomissionamento de plataformas em novo Plano de Negócios
Estatal planeja iniciar retirada da FPSO Cidade de Santos em 2026 e prevê investimentos de US$ 9,7 bilhões para destinação sustentável.
Correção: A matéria cuja correção foi publicada nesta quarta-feira, 1º de abril, foi divulgada, na terça-feira, 31 de março, e não na quarta-feira. A carga do profissional da Petrobras é gerente geral de Projetos de Descomissionamento, e não gerente executivo de Águas Ultraprofundas, conforme havia sido informado. Segue a versão definitiva corrigida.
Petrobras antecipa descomissionamento de plataformas no próximo Plano de Negócios
A Petrobras planeja iniciar o descomissionamento do FPSO Cidade de Santos, originalmente previsto para 2027, já em 2026. A antecipação da reciclagem de unidades e da destinação sustentável de mais de 500 poços faz parte de um movimento estratégico, segundo Carlos Castilho, gerente geral de Projetos de Descomissionamento da Petrobras.
"A ideia da Petrobras é antecipada. No próximo Plano de Negócios, vamos adiantar a saída de plataformas por questões de segurança e integridade ambiental", afirmou Castilho.
Após 2031, o estatal prevê a retirada de 50 plataformas, sendo 43 delas fixas. “O descomissionamento já começou, as empresas estão sendo consultadas e a destinação será para quem tiver melhor estrutura”, complementou o executivo.
Castilho participou de evento no Rio de Janeiro, promovido pela FGV Energia, que debateu descomissionamento, comissionamento e operações de FPSOs em Sergipe. Desde 2021, a Petrobras vem desmobilizando plataformas no estado. A partir de 2031, estão previstas cinco retiradas de um total de 26 plataformas.
“Se o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) estiver preparado, o processo ocorrerá no próprio estado”, destacou Castilho.
Segundo resultados preliminares de estudo realizado pela FGV Energia, antecipados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o TMIB, localizado em Barra dos Coqueiros (SE) e vinculado ao consórcio Petrobras-VLI, é considerado estratégico para a economia sergipana, embora desafios estruturais possam limitar seu aproveitamento total.
No Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras prevê investir US$ 9,7 bilhões na destinação sustentável de equipamentos e no abandono de poços.