DIVERSIDADE E INCLUSÃO

Evoluímos no enfrentamento às violências no ambiente de trabalho, diz diretora da Petrobras

Diretora destaca avanços em ações de combate à violência e promoção da diversidade na estatal, com foco em mulheres e equidade de gênero.

Publicado em 31/03/2026 às 18:55
Clarice Coppetti Divulgação/Petrobras

A Petrobras tem avançado no enfrentamento às violências no ambiente de trabalho, especialmente contra mulheres, afirmou nesta terça-feira (31) Clarice Coppetti, diretora de Assuntos Corporativos da companhia. Ao recordar episódios de assédio que ganharam repercussão nacional em 2023, Coppetti ressaltou que a estatal está atenta à realidade brasileira e tem adotado medidas concretas para promover um ambiente corporativo mais seguro e diverso.

"Naquele momento, a empresa não se furtou ao debate. Hoje, contamos com 55 ações voltadas a trabalhadores e terceirizados, dentro do Programa Petrobras contra as Violências Sexuais e no Trabalho, além de oferecermos o Canal de Acolhimento para escuta e orientação sobre qualquer tipo de violência no trabalho", destacou Coppetti.

A executiva representou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em evento realizado no Rio de Janeiro, promovido pela própria companhia, pela Presidência da República e pelo Banco do Brasil. O encontro discutiu compromissos de empresas públicas e privadas no combate ao feminicídio e à violência de gênero. Na ocasião, a Petrobras lançou uma cartilha sobre prevenção da violência contra as mulheres, disponível para download no site da empresa.

Coppetti também destacou que, desde 2023, a participação feminina no quadro funcional da Petrobras passou de 17% para 17,5%. A meta da companhia é alcançar 26% de mulheres e 26% de pessoas negras em cargos de liderança até 2030.

A partir de 2026, metas de diversidade passarão a integrar os indicadores que influenciam a remuneração variável da Diretoria Executiva, vinculando o desempenho da alta gestão aos resultados em diversidade.

A estatal prevê ainda a implementação do projeto Plataformas dos Sonhos para Todas as Pessoas, que busca tornar o ambiente de Exploração e Produção mais diverso. As plataformas P-84 e P-85, que operarão na Bacia de Santos, integram a iniciativa e foram projetadas para atender às demandas das trabalhadoras.

"Pensamos nas mulheres que passam 14 dias embarcadas, mas também em todo o plano de carreira de quem atua offshore", afirmou Coppetti. "Ampliamos os programas de mentoria feminina para engajar essas mulheres altamente qualificadas. Mais de 40% das participantes já ascenderam de cargo", completou.