Governo federal investe R$ 290 milhões para ampliar rede de cursinhos populares
Medida eleva número de cursinhos apoiados de 514 para mais de 800, beneficiando estudantes de baixa renda em todo o país
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), anunciou nesta terça-feira (31) a ampliação do edital de 2026 da Rede de Cursinhos Populares (CPOP). O anúncio ocorreu durante cerimônia em São Paulo que celebrou os 21 anos do Prouni e os 14 anos da Lei de Cotas, reunindo cerca de 15 mil pessoas, segundo os organizadores.
Com a ampliação, a previsão é de que mais de 800 cursinhos populares em todo o Brasil sejam apoiados, totalizando um investimento de R$ 290 milhões. Inicialmente, o edital previa apoio a 514 cursinhos, com recursos de R$ 108 milhões.
"O CPOP tem como objetivo apoiar cursinhos populares no Brasil, garantindo suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente desfavorecidos que buscam ingressar no ensino superior por meio do Enem. O foco são alunos da rede pública, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e famílias com renda per capita de até um salário mínimo", destacou Santana.
O ministro ressaltou ainda que os cursinhos populares desempenham papel estratégico na ampliação do acesso à universidade, especialmente para estudantes de escolas públicas e para a população negra.
Durante o evento, Camilo Santana também assinou a portaria que institui a Escola Nacional de Hip Hop, programa educacional voltado para as redes públicas de ensino.
"O MEC busca promover inovação pedagógica por meio da integração entre saberes acadêmicos e saberes populares expressos pela cultura hip-hop. O programa prevê ações voltadas para os currículos escolares, além da formação de professores, estudantes e gestores. Ao todo, o MEC investirá R$ 50 milhões em 2026 e 2027 em ações do programa", afirmou o ministro.
Segundo Santana, a iniciativa também fortalece a implementação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, promovendo maior representatividade e valorização da cultura negra nos ambientes educacionais.
Na educação básica, o programa visa contribuir para o desenvolvimento de habilidades em leitura, ciências e matemática, além de apoiar ações alternativas ao uso de celulares nos intervalos das aulas.