RESTRIÇÃO COMERCIAL

Embaixador dos EUA no Canadá afirma que carros elétricos chineses não poderão acessar o país

Autoridades americanas reagem a acordo Canadá-China que reduz tarifas sobre veículos elétricos, acirrando tensões comerciais na América do Norte.

Publicado em 31/03/2026 às 17:11
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Canadenses que adquirirem veículos elétricos fabricados na China não poderão ingressar nos Estados Unidos com esses automóveis, segundo o embaixador dos EUA no Canadá, Pete Hoekstra.

Em um acordo anunciado no início deste ano, o Canadá permitiu a entrada de até 49 mil veículos elétricos montados na China, com tarifa significativamente reduzida. Antes disso, o país aplicava uma taxa de 100% sobre esses veículos. O primeiro-ministro Mark Carney aceitou reduzir drasticamente a tarifa sobre algumas economias, na troca de Pequim reduzir os tributos sobre produtos agrícolas canadenses. O entendimento ocorreu durante a visita de Carney a Pequim, em janeiro, quando se reuniu com o líder chinês Xi Jinping.

A CEO da General Motors, Mary Barra, alertou que o pacto entre Canadá e China ameaça a indústria automotiva da América do Norte.

De acordo com a Hoekstra, os veículos elétricos chineses adquiridos no Canadá não terão permissão para cruzar a fronteira e entrar nos EUA. "Isso não vai acontecer. Ok?", afirmou o embaixador em entrevista ao veículo Rebel News.

“Esse carro vindo da China é um grande consumidor de dados e informações. Está coletando, processando e, por vezes, transmitindo informações”, declarou Hoekstra.

Apesar das declarações, elas não representam necessariamente a política oficial dos Estados Unidos, já que a Casa Branca ainda não formalizou qualquer desclassificação. Contudo, os comentários do apresentador evidenciam o desconforto dos EUA com as políticas canadenses que buscam relações estreitas com a China, considerada o maior rival geopolítico americano.

As Autoridades dos EUA deverão revisar, nos próximos meses, o tratado comercial vigente entre os Estados Unidos, México e Canadá. A incerteza quanto a esse pacto lança dúvidas sobre as perspectivas econômicas canadenses.

Até o momento, representantes do governo canadense não se manifestaram sobre o tema.

*Fonte: Dow Jones Newswires.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.