UE vai anunciar medidas para proteger famílias e empresas do impacto do petróleo
Bloco prepara ações conjuntas para conter efeitos da guerra no Oriente Médio sobre preços e abastecimento de energia.
O comissário de Energia e Habitação da União Europeia (UE), Dan Jørgensen, anunciou nesta terça-feira (31) que o bloco divulgará “em breve” um pacote de medidas para proteger consumidores e empresas dos impactos provocados pelos choques de energia decorrentes da guerra no Oriente Médio.
Em coletiva de imprensa após reunião dos ministros de Energia da UE, Jørgensen detalhou que o pacote deve incluir propostas como redução de impostos sobre impostos e tarifas de rede, além de "opções semelhantes" às empregadas durante a crise de 2022, após o início da guerra na Ucrânia.
O comissário destacou que as medidas deverão ser "conjuntas" entre os países-membros, "direcionadas" e "temporárias". Segundo ele, o bloco já está coordenando o armazenamento de gás para evitar possíveis desabastecimentos.
Jørgensen revelou ainda que, até o momento, a guerra já adicionou 14 bilhões de euros à conta de importação de combustíveis fósseis do bloco, com restrições observadas especialmente nos mercados de diesel e combustível de aviação.
“As consequências da guerra não passarão rápidas”, alertou. Mesmo que o conflito termine “amanhã”, segundo o comissário, o mundo ainda enfrentará os efeitos dos ataques à infraestrutura do Golfo Pérsico.
Participando da coletiva de forma online, o ministro de Energia, Comércio e Indústria de Chipre, Michael Damianos, afirmou que a UE ainda não enfrenta problemas de abastecimento, mas ressaltou a importância de coordenar os estoques para o inverno.
“Continuamos a trabalhar com parceiros internacionais, incluindo a Agência Internacional de Energia (AIE), para monitorizar os preços do petróleo”, acrescentou Damianos.