Petrobras planeja antecipar descomissionamento de plataformas em novo plano de negócios
Estatal projeta iniciar saída de unidades antes do previsto, priorizando segurança e sustentabilidade ambiental.
A Petrobras pretende antecipar o descomissionamento da FPSO Cidade de Santos, originalmente programado para 2027, para o ano de 2026. Segundo Carlos Castilho, gerente executivo de Águas Ultraprofundas da companhia, essa iniciativa faz parte de um movimento mais amplo, que inclui a reciclagem de unidades e a destinação sustentável de mais de 500 poços.
"A ideia da Petrobras é antecipar. No próximo Plano de Negócios, vamos antecipar a saída de plataformas por questões de segurança e integridade ambiental", afirmou Castilho.
Após 2031, a estatal prevê a saída de 50 plataformas, sendo 43 delas fixas. "O descomissionamento já começou, as empresas estão sendo consultadas e a destinação será para quem tiver melhor estrutura", acrescentou.
O executivo participou de um evento no Rio de Janeiro promovido pela FGV Energia, que abordou temas como descomissionamento, comissionamento e as operações de FPSOs em Sergipe. Desde 2021, a Petrobras tem desmobilizado plataformas no estado. Para o período a partir de 2031, estão previstas cinco saídas de um total de 26 plataformas.
"Se o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) estiver preparado, o processo ocorrerá no próprio estado", destacou Castilho.
Segundo estudo em desenvolvimento pela FGV Energia e antecipado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o TMIB, localizado em Barra dos Coqueiros (SE) e vinculado ao consórcio Petrobras-VLI, é estratégico para a economia sergipana, mas enfrenta desafios estruturais que podem limitar seu aproveitamento pleno.
No Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras prevê investir US$ 9,7 bilhões em destinação sustentável de equipamentos e abandono de poços.