DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Chefe do Conselho Europeu cobra que Irã busque solução para o conflito e avance na diplomacia

António Costa pede ao presidente iraniano moderação, respeito ao direito internacional e esforços para desescalar tensões no Oriente Médio.

Publicado em 31/03/2026 às 12:05
António Costa pede ao Irã moderação e esforços diplomáticos para reduzir tensões no Oriente Médio. © AP Photo / Geert Vanden Wijngaert

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou nesta terça-feira (31) que manteve uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante a qual transmitiu a posição da União Europeia (UE) e fez um apelo por soluções diplomáticas e pela redução das concorrências no Oriente Médio.

"A situação atual no Oriente Médio é extremamente perigosa. Hoje, na minha conversa telefônica com o presidente do Irã, [Masoud] Pezeshkian, pede a redução da tensão e a moderação, a proteção de cidadãos e da infraestrutura civil, e a necessidade de todas as partes respeitarem integralmente o direito internacional. A perda de vidas inocentes, inclusive na escola de Minab, é profundamente lamentável", escreveu Costa em suas redes sociais.

Costa acrescentou que solicita ao Irão o fim dos ataques contra outros países do Oriente Médio e o envolvimento em esforços diplomáticos, especialmente no âmbito da ONU, para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.

A União Europeia, segundo Costa, segue comprometida em apoiar todas as iniciativas diplomáticas externas à redução das tensões e à busca de uma solução rigorosa para o fim das hostilidades.

O Irã realizou ataques contra território israelense e alvos militares dos Estados Unidos na região, em resposta à operação militar conjunta lançada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

No primeiro dia da ofensiva, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto e uma escola para meninas no sul do país foi bombardeada. O governo iraniano estima que mais de 1.300 pessoas morreram.

Estados Unidos e Israel inicialmente afirmaram que o ataque “preventivo” era necessário para neutralizar uma suposta ameaça do programa nuclear iraniano, mas, posteriormente, deixaram claro o objetivo de promover uma mudança de poder no Irã.

Por Sputnik Brasil