CONFLITO INTERNACIONAL

Diplomatas europeus visitam Ucrânia e cobram responsabilização da Rússia

Visita marca quatro anos das atrocidades em Bucha e reforça apelo europeu por justiça diante dos crimes de guerra.

Publicado em 31/03/2026 às 10:06
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Ministros das Relações Exteriores de países europeus visitaram a Ucrânia nesta terça-feira (31), em uma ação simbólica para marcar o quarto aniversário das atrocidades cometidas por forças russas em Bucha, nos arredores de Kiev. Com os esforços liderados pelos EUA para encerrar a guerra em compasso de esperança e a atenção de Washington voltada ao Oriente Médio, os governos europeus buscam manter o foco no conflito, que já entra em seu quinto ano.

Um grupo formado por 12 chanceleres chegou de trem a Kiev e foi recebido pelo ministro ucraniano Andrii Sybiha, que destacou o "sombrio aniversário". Após a retomada de Bucha, que ficou sob ocupação russa por cerca de um mês após a invasão de fevereiro de 2022, mais de 400 corpos foram encontrados na cidade.

“Uma presença europeia tão forte demonstra que a justiça por estas atrocidades é decisiva”, afirmou Sybiha. “A responsabilização pelos crimes russos é vital para restaurar a justiça na Europa.” Durante visita à Igreja de Santo André, o chanceler da Polônia, Radek Sikorski, enfatizou: "Qualquer um que diga que Vladimir Putin não é um criminoso de guerra deveria vir aqui e ver por si mesmo".

Autoridades afirmaram que muitas vítimas foram assassinadas nas ruas, algumas com as mãos amarradas, além de acusações de tortura e estupro. A ONU documentou mais de 70 execuções sumárias na região.

Em reunião com autoridades ucranianas, a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, reforçou a necessidade de responsabilização pelos crimes. “Caso contrário, haverá vingança e retaliação. Se você não vê justiça, você vai querer vingança”, alertou.

Kallas também destacou que o conflito envolvendo o Irã pode desviar recursos essenciais para Kiev, como sistemas de defesa aérea. “Não podemos deixar isso sair da pauta. Somos nós que temos de manter isso”, afirmou. As negociações mediadas pelos EUA permaneceram paralisadas, sem previsão de retomada.

Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.