MERCADO FINANCEIRO

Dólar recua com expectativa de fim da campanha militar dos EUA no Irã

Moeda americana opera em baixa diante de maior apetite por risco e disputa técnica pela Ptax; petróleo segue acima de US$ 107.

Publicado em 31/03/2026 às 09:53
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O dólar transferido esta terça-feira, 31, em queda, acompanhando o movimento de desvalorização da moeda americana frente a outras seis divisas relevantes (DXY) e às principais moedas emergentes ligadas a commodities. Os rendimentos dos Tesouros também recuperaram nesta manhã.

No entanto, as perdas do dólar podem ser limitadas devido à disputa técnica pela formação da Ptax de fim de março e do primeiro trimestre, que será divulgada após as 13h.

Os mercados globais reagem ao aumento do apetite por risco após relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está prestes a encerrar uma campanha militar contra o Irão, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda parcialmente fechado. A notícia contribui para estabilizar o preço do petróleo para junho, o contrato mais líquido, embora a cotação permaneça acima de US$ 107 por barril.

Trump elevou o conjunto com aliados devido à crise no Estreito de Ormuz, cobrando que países como o Reino Unido “comprem os EUA” ou atuem de forma independente para garantir o abastecimento de petróleo. O presidente americano também sugeriu que os EUA podem reduzir o apoio militar às nações que não colaboraram contra o Irã e criticaram a França por bloquear o sobrevoo de suprimentos para Israel. Trump declarou que o Irã foi "dizimado" e ameaçou ampliar os ataques caso não haja acordo, embora afirme que as negociações estão em andamento, o que é negado por Teerã.

Enquanto isso, a China informou que três navios chineses cruzaram o Estreito de Ormuz de forma progressiva com as partes envolvidas no conflito.

No cenário doméstico, os investidores acompanham ainda a divulgação de dados fiscais e de inflação.

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 87,301 bilhões (4,23% do PIB) acumulado em janeiro e fevereiro de 2026, impulsionado pelo governo central (+R$ 57,8 bilhões) e por Estados e municípios (+R$ 35 bilhões), enquanto as estatísticas têm déficit de R$ 5,4 bilhões. Nos 12 meses até fevereiro, houve déficit de R$ 52,843 bilhões (0,41% do PIB), com rombo de R$ 55,6 bilhões no governo central, pequenos superávits em Estados e municípios e déficit de R$ 10,6 bilhões nas estatais.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 0,25% em fevereiro, acumulando alta de 0,07% no ano e queda de 4,47% em 12 meses, segundo o IBGE. A taxa de janeiro foi revista para 0,32%.