TENSÃO INTERNACIONAL

Trump eleva críticas a aliados e cobra Reino Unido e França por postura no conflito com Irã

Ex-presidente dos EUA pressiona aliados a agirem de forma independente no Estreito de Ormuz e acusa França de falta de apoio

Publicado em 31/03/2026 às 08:55
Trump eleva críticas a aliados e cobra Reino Unido e França por postura no conflito com Irã © ANSA/AFP

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as críticas aos aliados tradicionais e voltou a pressão países diretamente afetados pela crise no Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, demonstrando que ajam de forma autônoma diante das restrições ao fluxo de energia na região. Trump também direcionou críticas à França, apontando a falta de colaboração no conflito.

Em publicação na Truth Social nesta terça-feira, 31, Trump afirmou que nações com dificuldades para obter combustível de aviação, citando nominalmente o Reino Unido, deveriam recorrer aos EUA ou adotar uma postura mais assertiva. “Comprem dos EUA, temos bastante”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “Juntem coragem, vão ao Estreito e simplesmente peguem” o petróleo.

Trump ainda sinalizou uma possível redução do apoio militar americano a parceiros históricos. "Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos. Os EUA não terão mais lá para ajudar", disse, criticando países que, segundo ele, não apoiaram Washington no conflito com o Irã. Na segunda-feira, 30, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia criticado a inércia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) diante dos combates.

Na outra postagem, Trump atacou a França por ter impedido o voo de aviões com suprimentos militares destinados a Israel. Segundo ele, o país europeu foi “muito pouco útil” em relação ao que chamou de “carniceiro do Irã”, afirmando ainda que o líder iraniano foi “eliminado com sucesso”. “Os EUA vão se lembrar disso”, escreveu.

Trump declarou ainda que o Irão foi “essencialmente dizimado” e que “a parte difícil já foi feita”, reforçando a avaliação de que Teerã perdeu capacidade relevante após uma intervenção liderada pelos EUA e Israel.

As declarações acontecem em meio à escalada de tensão no Oriente Médio e à ameaça americana de ampliação ataques contra a infraestrutura iraniana caso não haja acordo para encerrar a guerra. Trump também afirmou que Washington estaria negociando com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, embora Teerã negue a existência de conversas diretas.