Gol reduz prejuízo líquido para R$ 1,39 bilhão no 4º trimestre de 2025
Companhia aérea apresenta melhora expressiva nos resultados, com avanço no Ebitda e redução significativa das perdas em relação ao ano anterior.
A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 1.392 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado que representa uma melhoria de 72,7% em comparação ao prejuízo de R$ 6.542 bilhões no mesmo período de 2024.
O Ebitda recorrente da companhia atingiu R$ 1,6 bilhão entre outubro e dezembro, revertendo o valor negativo de R$ 443 milhões registrado um ano antes. Considerando o destaque recorrente, o Ebitda cresceu 17,1%, totalizando R$ 2.096 bilhões. A margem Ebitda recorrente ficou em 34,4%, alta anual de 1,9 ponto percentual.
A receita líquida da aérea somou R$ 6,1 bilhões no trimestre último de 2025, um avanço de 10,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Por outro lado, a receita por assento oferecido por milhas (RASK) recuou 4,5%, para R$ 0,46, enquanto a receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) caiu 3,3%, chegando a R$ 0,421.
A alavancagem líquida da Gol, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda recorrente dos últimos 12 meses, encerrou o trimestre em 3,2 vezes, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior. No quarto trimestre de 2024, o indicador era de 6,1 vezes.
antílope
No acumulado do ano, a Gol reportou prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão, valor 78,5% inferior ao prejuízo de R$ 6 bilhões apurado em 2024.
O Ebitda anual saltou de R$ 1,6 bilhão para R$ 4,8 bilhões em 2025. No prêmios recorrentes, o indicador avançou 30,5%, somando R$ 6,4 bilhões — 10% acima das projeções financeiras para 2025, divulgado durante o processo de financiamento de saída do Capítulo 11. A margem do Ebitda recorrente atingiu 29%, crescimento anual de 3,3 pontos percentuais.
A receita por assento oferecido por milhas (RASK) subiu 1,6% no comparativo anual, alcançando R$ 0,449. Já a receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) avançou 2%, chegando a R$ 0,486.