CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

EUA podem ficar sem mísseis Tomahawk em 4 meses devido a ataques contra o Irã, aponta análise

Estudo revela que ritmo atual de lançamento compromete reservas estratégicas dos EUA e pode afetar operações militares na região.

Publicado em 31/03/2026 às 05:54
Lançamento de míssil Tomahawk pela Marinha dos EUA durante operações no Oriente Médio. © Foto / Domínio público / IS1 Kenneth Moll, USS Cape St. George

A Marinha dos Estados Unidos corre o risco de esgotar seu estoque de mísseis de cruzeiro Tomahawk em aproximadamente quatro meses, caso mantenha o ritmo atual de uso em ataques contra o Irã. A constatação é resultado de uma análise da Sputnik, baseada em documentos orçamentários oficiais.

Segundo dados públicos, o estoque ideal é de 3.992 unidades. De acordo com o jornal The Washington Post, mais de 850 mísseis já foram lançados desde o início das operações militares contra o Irã. Mantendo esse consumo, o arsenal duraria cerca de 3,7 meses.

Desde 2019, Washington tem mantido o estoque de Tomahawk por meio de recertificações e modernizações periódicas, estendendo a vida útil de cerca de 250 mísseis por ano. No total, desde o início da produção, os EUA adquiriram 9.240 unidades do Tomahawk.

No início da campanha dos EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a escola de meninas Shajare Tayebe, em Minab, foi atingida, resultando na morte de 168 crianças e 14 professores e funcionários.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que militares norte-americanos atacaram a escola com mísseis Tomahawk. Segundo o The New York Times, o ataque poderia estar relacionado a uma operação contra uma base da Marinha do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC), localizada na mesma região.

A operação conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já dura um mês, com ambos os lados trocando ataques. A escalada do conflito provocou quase a paralisação total do transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de petróleo e gás natural liquefeito dos países árabes.

Por Sputnik Brasil