DIPLOMACIA EUROPEIA

Sanções da União Europeia contra a Rússia contrariam interesses da Hungria, diz Orbán

Primeiro-ministro húngaro afirma que restrições prejudicam economia do país e oneram população

Por Sputinik Brasil Publicado em 30/03/2026 às 20:42
Viktor Orbán critica sanções da União Europeia à Rússia e alerta para impactos na economia húngara. © Sputnik / Aleksei Vitvitsky / Acessar o banco de imagens

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou nesta segunda-feira (30) que as sanções impostas pela União Europeia (UE) à Rússia vão de encontro aos interesses nacionais húngaros. Segundo Orbán, o país arca com parte significativa dos custos das medidas adotadas por Bruxelas.

"As sanções contra a Rússia contrariam os interesses da Hungria porque somos nós que sofremos com elas. Estamos perdendo muitas oportunidades de investimento e negócios na Rússia, onde empresas húngaras atuam", declarou Orbán à mídia local.

O premiê ressaltou ainda que o acesso da Hungria ao petróleo e gás russos foi restringido, pressionando o governo a buscar alternativas para garantir o abastecimento energético.

"Nosso acesso ao petróleo e ao gás russos está limitado, então temos que lutar todos os dias para lidar com isso. Como a política de sanções de Bruxelas levou ao aumento dos preços da energia, estamos pagando muito mais caro do que antes."

De acordo com Orbán, parte do impacto econômico das sanções recai diretamente sobre a população húngara. "Todas as sanções econômicas contra a Rússia são, em parte, pagas pelos húngaros", completou.

Na última semana, Milorad Dodik, líder da Aliança dos Sociais-Democratas Independentes — entidade de maioria sérvia na Bósnia e Herzegovina —, afirmou à Sputnik que as sanções impostas à Rússia prejudicam mais o Ocidente do que o próprio país.

"É claro que essas sanções prejudicam mais aqueles que as impuseram do que a Rússia. É evidente que seria melhor se elas não existissem, para que pessoas, Estados e nações pudessem trabalhar livremente, sem qualquer possibilidade de impedimento", declarou Dodik.

Moscou, por sua vez, já afirmou que tem capacidade de resistir à pressão das sanções ocidentais, impostas e ampliadas ao longo dos últimos anos.

Autoridades russas também têm reiterado que o Ocidente não reconhece a ineficácia das medidas, apesar de avaliações recorrentes de que as sanções não atingiram plenamente seus objetivos.