ESCLARECIMENTO

Michelle Bolsonaro nega que Jair Bolsonaro tenha recebido vídeo citado por Eduardo

Ex-primeira-dama afirma que ex-presidente não teve acesso ao material mencionado por Eduardo na CPAC; defesa tem 24 horas para prestar esclarecimentos ao STF.

Por Sputinik Brasil Publicado em 30/03/2026 às 16:23
Michelle Bolsonaro esclarece que Jair Bolsonaro não recebeu vídeo citado por Eduardo na CPAC. © Foto / Alan Santos/Presidência da República

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou, em nota divulgada nesta segunda-feira (30), que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha recebido ou tido acesso a um suposto vídeo enviado por Eduardo Bolsonaro. O esclarecimento surge após repercussão de uma fala do deputado durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no último fim de semana nos Estados Unidos.

No comunicado, Michelle afirma que houve uma "interpretação equivocada" da imprensa e de autoridades sobre os termos usados pelo parlamentar. Segundo ela, não é possível confirmar o contexto ou a motivação exata da fala, mas reforça a convicção de que não houve intenção de sugerir qualquer irregularidade.

A ex-primeira-dama também nega ter recebido qualquer vídeo de Eduardo Bolsonaro. Conforme o texto, "nenhum arquivo foi encaminhado" por ele e, mesmo que isso tivesse ocorrido, o material não seria apresentado ao ex-presidente.

Michelle ressalta ainda que Jair Bolsonaro está proibido de acessar aparelhos celulares por decisão judicial, no âmbito de sua prisão domiciliar, e que todas as medidas impostas estão sendo rigorosamente cumpridas.

Moraes dá 24 horas para defesa de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente explique um possível descumprimento das regras impostas na prisão domiciliar, especialmente em relação ao uso de redes sociais, seja de forma direta ou indireta.

De acordo com a decisão, Moraes quer saber se Bolsonaro teve acesso ao vídeo mencionado por Eduardo Bolsonaro durante sua participação na CPAC, nos Estados Unidos. Na ocasião, o deputado afirmou estar gravando imagens para mostrar ao pai, o que levantou suspeitas de violação das restrições judiciais.

O ministro reforçou que o ex-presidente está impedido de utilizar redes sociais, celulares ou qualquer meio de comunicação externa, inclusive por terceiros. A defesa deverá esclarecer se houve repasse irregular do conteúdo.

A decisão também destaca que Bolsonaro não pode manter contato com o exterior e que eventual acesso ao material poderia caracterizar descumprimento das condições da prisão domiciliar, podendo resultar na suspensão do benefício.