Tebet descarta discussão sobre alteração da meta fiscal para 2027
Ministra afirma que governo mantém meta de superávit primário e não prevê mudanças, mesmo diante de cenário internacional adverso.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta segunda-feira (30) que o governo não tem intenção nem discute alterar a meta de superávit primário para 2027. Segundo Tebet, a expectativa é de que a arrecadação aumente, mesmo sem elevação de impostos, considerando o cenário de guerra no Oriente Médio.
"Até agora, não há nenhum indicativo, nenhum momento de se questionar, nós não estamos discutindo esse assunto e dificilmente iremos discutir", declarou durante o lançamento do painel de precatórios da Pasta, em Brasília.
Tebet ressaltou que o arcabouço fiscal permanece válido para o próximo ano. A ministra evitou comentar decisões de longo prazo, destacando que deixará o cargo em 24 horas, com o sucessor a ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Não vamos mudar meta, só para deixar claro. Cumprir ou não a meta em 2027 passa por uma série de fatores e, mesmo assim, não vemos dificuldade, porque há aspectos positivos e negativos. Não há lado bom na guerra, mas, para fins orçamentários, o aumento da arrecadação observado recentemente está relacionado a esse contexto", explicou.
Tebet também demonstrou otimismo quanto a um acordo entre governadores e União para controlar o preço dos combustíveis. O Ministério da Fazenda propôs uma subvenção de R$ 1,20 para o diesel importado, com o custo dividido igualmente entre União e Estados.
"Acho que os governadores estão mais sensíveis. Podemos ter uma novidade positiva em breve, estamos muito otimistas em relação a isso", afirmou.
Sobre possíveis medidas que dependem do Congresso Nacional, a ministra disse que são decisões políticas. No caso do fim da chamada 'taxa das blusinhas', Tebet avaliou que o impacto orçamentário seria irrelevante.
"Com ou sem isso, não há grande impacto no Orçamento. Estamos falando de uma arrecadação que, no ano passado, ficou em quase R$ 2 bilhões ou R$ 2,1 bilhões", concluiu.