Presidente do Fed de Nova York prevê inflação elevada até 2026 e meta de 2% apenas em 2027
John Williams aponta impacto do Oriente Médio nos preços da energia, mas acredita em reversão parcial ainda este ano.
John Williams, presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o recente aumento nos preços da energia, impulsionado pelos conflitos no Oriente Médio, deverá elevar a inflação geral nos próximos meses. No entanto, Williams acredita que esses efeitos podem ser parcialmente revertidos ainda em 2024, caso os preços do petróleo recuem após o fim das hostilidades.
Durante evento promovido pela Staten Island Economic Development Corporation, Williams projetou que a inflação ampla nos Estados Unidos deve permanecer em torno de 2,75% em 2026, atingindo a meta de longo prazo do Fed de 2% apenas em 2027.
O dirigente destacou que, até o momento, não há indícios de que efeitos de segunda ordem decorrentes das tarifas estejam se disseminando de forma significativa pela economia americana.
Além da pressão sobre os preços, Williams alertou que a guerra pode prejudicar o crescimento econômico, ressaltando os recentes episódios no Oriente Médio como um importante fator de incerteza. "O baixo nível de contratação pode estar aumentando o pessimismo econômico", observou.
Apesar das adversidades, Williams prevê uma leve redução na taxa de desemprego ao longo deste ano e do próximo, mesmo diante de sinais contraditórios emitidos pelo mercado de trabalho.
"Com base nas informações atuais, espero que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) fique próximo de 2,5% em 2024, refletindo estímulos fiscais, condições financeiras favoráveis e investimentos em inteligência artificial", concluiu o presidente do Fed de Nova York.