ECONOMIA INTERNACIONAL

Presidente do Fed de Nova York prevê inflação elevada até 2026 e meta de 2% apenas em 2027

John Williams aponta impacto do Oriente Médio nos preços da energia, mas acredita em reversão parcial ainda este ano.

Publicado em 30/03/2026 às 17:42
Federal Reserve Depositphotos Foto: https://depositphotos.com/

John Williams, presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o recente aumento nos preços da energia, impulsionado pelos conflitos no Oriente Médio, deverá elevar a inflação geral nos próximos meses. No entanto, Williams acredita que esses efeitos podem ser parcialmente revertidos ainda em 2024, caso os preços do petróleo recuem após o fim das hostilidades.

Durante evento promovido pela Staten Island Economic Development Corporation, Williams projetou que a inflação ampla nos Estados Unidos deve permanecer em torno de 2,75% em 2026, atingindo a meta de longo prazo do Fed de 2% apenas em 2027.

O dirigente destacou que, até o momento, não há indícios de que efeitos de segunda ordem decorrentes das tarifas estejam se disseminando de forma significativa pela economia americana.

Além da pressão sobre os preços, Williams alertou que a guerra pode prejudicar o crescimento econômico, ressaltando os recentes episódios no Oriente Médio como um importante fator de incerteza. "O baixo nível de contratação pode estar aumentando o pessimismo econômico", observou.

Apesar das adversidades, Williams prevê uma leve redução na taxa de desemprego ao longo deste ano e do próximo, mesmo diante de sinais contraditórios emitidos pelo mercado de trabalho.

"Com base nas informações atuais, espero que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) fique próximo de 2,5% em 2024, refletindo estímulos fiscais, condições financeiras favoráveis e investimentos em inteligência artificial", concluiu o presidente do Fed de Nova York.