JUSTIÇA

Defesa diz que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

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Publicado em 30/03/2026 às 17:17

A defesa de Jair Bolsonaro informou nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação feita por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. 

A manifestação foi enviada ao STF após o ministro Alexandre de Moraes dar prazo de 24 horas para Bolsonaro explicar o suposto acesso a um vídeo durante o cumprimento da prisão domiciliar.

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O pedido de explicação ocorreu após Eduardo Bolsonaro afirmar, em publicação nas redes sociais, que enviaria ao seu pai a gravação da participação dele em um evento de política de direita nos Estados Unidos.  

"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai", disse o ex-parlamentar.

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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa direta ou por meio de terceiros.

Os advogados do ex-presidente afirmaram ao STF que Bolsonaro não teve participação no episódio, que foi feito por um “terceiro”.  A defesa também reafirmou que Bolsonaro cumpre integralmente as regras da prisão domiciliar.

“O peticionário vem monitorando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições introduzidas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermediário de terceiros, obrigando-se a permanecer em absoluta aplicação dessas e das demais medidas impostas”, disse a defesa.

Por fim, a defesa negou que Bolsonaro teve contato com terceiros durante período em que passou a cumprir domiciliar. 

“Não há qualquer objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”, completou a defesa.

Na semana passada, Moraes concedeu prisão domiciliar temporária de 90 dias ao ex-presidente, período no qual Bolsonaro deverá se recuperar de uma broncopneumonia.

Bolsonaro  foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.