MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em alta em meio a tensões no Oriente Médio, apesar de negociações

Conflito envolvendo EUA, Israel e Irã mantém preços elevados mesmo com relatos de conversas diplomáticas para trégua

Publicado em 30/03/2026 às 16:05
Petróleo fecha em alta em meio a tensões no Oriente Médio, apesar de negociações Reprodução

O petróleo cercou o pregão nesta segunda-feira, 30, em alta, refletindo a persistência das tensões no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, ainda que haja relatos de negociações para um possível acordo de paz.

No mercado internacional, o petróleo WTI para maio registrou valorização de 3,25% (US$ 3,24), fechando a US$ 102,88 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para junho avançou 1,96% (US$ 2,07), alcançando US$ 107,39 o barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O movimento de alta foi impulsionado, principalmente, pela entrada da milícia Houthi no conflito durante o fim da semana, o que representou uma nova escalada nas hostilidades. Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou ameaças de atacar a infraestrutura energética e usinas de dessalinização do Irã, caso Teerã se recuse a negociar. Paralelamente, há relatos sobre o envio de mais tropas americanas para uma possível ofensiva terrestre.

De acordo com o The New York Times, Trump afirmou estar em conversas com o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Por sua vez, Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, classificou as propostas americanas para uma trégua como "irrealistas, ilógicas e excessivas", segundo a agência Reuters.

O analista Phil Flynn, do Price Futures Group, destaca que rotas alternativas ao Estreito de Ormuz e um número restrito de embarques adicionais estão sendo usados ​​em resposta a sinais diplomáticos, mas alerta que o congestionamento persiste e que a normalização completa do fluxo ainda está distante.

O temor de choque na oferta da commodity levada em países a adotar medidas para conter o avanço dos custos de energia. Nesta segunda-feira, a Austrália anunciou a redução da metade dos impostos sobre gasolina e diesel, além de ajustes em outros tributos.

Segundo a Bloomberg, o ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, sugeriu na reunião do G7 a possibilidade de intervenção no mercado de contratos futuros de petróleo.