ECONOMIA INTERNACIONAL

Empresas e consumidores dos EUA arcam com maior parte do custo das tarifas, aponta BCE

Estudo do Banco Central Europeu revela que apenas 5% do impacto das tarifas é suportado por companhias estrangeiras, enquanto empresas e consumidores norte-americanos absorvem a maior fatia.

Publicado em 30/03/2026 às 12:25
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os custos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump recai, em sua maioria, sobre empresas e consumidores norte-americanos , revela um novo estudo do Banco Central Europeu (BCE). Segundo a pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, 30, apenas 5% do impacto dessas tarifas é “suportado” por companhias estrangeiras.

O estudo destaca que os custos associados às tarifas mais elevadas são repassados ​​ao longo da cadeia de preços, com os consumidores geralmente arcando com cerca de um terço do ônus tarifário.

A publicação ressalta ainda que, caso as tarifas permaneçam em vigor por mais tempo, evidências de pesquisas com empresas norte-americanas sugerem que uma parcela ainda maior desses custos será repassada aos consumidores.

“No longo prazo, essa parcela poderá subir para mais da metade, à medida que as empresas americanas esgotarem sua capacidade de absorver os custos”, detalha o relatório do BCE.

O documento enfatiza que, se a capacidade de absorção das tarifas pelos exportadores continuar limitada, as empresas americanas deverão absorver cerca de 40% dos custos das tarifas mais elevadas no longo prazo.

Apesar de os Estados Unidos serem os mais afetados pelas tarifas impostas pelo próprio governo, o estudo ressalta que os exportadores europeus também sentem os efeitos dessas medidas.

Segundo o BCE, um aumento de 10% nas tarifas resultaria em uma queda de 4,3% no volume de importação em categorias de produtos que ainda estão sujeitos às tarifas.