ECONOMIA

Confiança do comércio avança 2,2% em março e marca quinta alta consecutiva, aponta CNC

Índice de Confiança do Empresário do Comércio atinge maior patamar desde janeiro de 2025, refletindo otimismo moderado do setor

Publicado em 30/03/2026 às 11:51
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os comerciantes brasileiros demonstraram maior otimismo em março, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou crescimento de 2,2% em relação a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, alcançando a quinta alta consecutiva.

O indicador atingiu 107,0 pontos, permanecendo na zona de satisfação — acima da marca dos 100 pontos. Este é o maior nível do índice desde janeiro de 2025. Em comparação com março de 2025, o Icec apresentou avanço de 4,9%.

No confronto entre fevereiro e março, a componente de avaliação das condições atuais teve alta de 4,6%, com destaque para os itens economia (6,8%), empresa (3,0%) e setor (4,8%). Já a componente das expectativas subiu 1,4%, impulsionada por elevações nos quesitos economia (2,2%), setor (1,1%) e empresa (0,9%). As intenções de investimentos também cresceram 1,5%, com aumentos nos itens de investimentos na empresa (0,9%), contratação de funcionários (1,4%) e estoques (2,2%).

De acordo com a CNC, persiste um clima de otimismo cauteloso entre os empresários do comércio, diante de um cenário global ainda instável.

"Percebemos confiança entre empresários e empresárias que, com dedicação diária, seguem impulsionando seus negócios. É essa resiliência que nos faz acreditar nos dias melhores para a economia brasileira, sobretudo com a construção de políticas públicas que asseguram um ambiente mais estável e favorável ao empreendedorismo", afirmou o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em nota à imprensa.

No recorte por segmentos do varejo, a confiança avançou mais entre os comerciantes de bens de consumo semiduráveis ​​(como roupas, calçados e acessórios), com alta de 2,3% em relação a fevereiro. O setor de bens protegidos (eletrônicos e veículos) teve expansão de 2,1%, enquanto o segmento de bens não protegidos (supermercados e farmácias) registrou aumento de 1,3%.