Confiança do comércio avança 2,2% em março e marca quinta alta consecutiva, aponta CNC
Índice de Confiança do Empresário do Comércio atinge maior patamar desde janeiro de 2025, refletindo otimismo moderado do setor
Os comerciantes brasileiros demonstraram maior otimismo em março, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou crescimento de 2,2% em relação a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, alcançando a quinta alta consecutiva.
O indicador atingiu 107,0 pontos, permanecendo na zona de satisfação — acima da marca dos 100 pontos. Este é o maior nível do índice desde janeiro de 2025. Em comparação com março de 2025, o Icec apresentou avanço de 4,9%.
No confronto entre fevereiro e março, a componente de avaliação das condições atuais teve alta de 4,6%, com destaque para os itens economia (6,8%), empresa (3,0%) e setor (4,8%). Já a componente das expectativas subiu 1,4%, impulsionada por elevações nos quesitos economia (2,2%), setor (1,1%) e empresa (0,9%). As intenções de investimentos também cresceram 1,5%, com aumentos nos itens de investimentos na empresa (0,9%), contratação de funcionários (1,4%) e estoques (2,2%).
De acordo com a CNC, persiste um clima de otimismo cauteloso entre os empresários do comércio, diante de um cenário global ainda instável.
"Percebemos confiança entre empresários e empresárias que, com dedicação diária, seguem impulsionando seus negócios. É essa resiliência que nos faz acreditar nos dias melhores para a economia brasileira, sobretudo com a construção de políticas públicas que asseguram um ambiente mais estável e favorável ao empreendedorismo", afirmou o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em nota à imprensa.
No recorte por segmentos do varejo, a confiança avançou mais entre os comerciantes de bens de consumo semiduráveis (como roupas, calçados e acessórios), com alta de 2,3% em relação a fevereiro. O setor de bens protegidos (eletrônicos e veículos) teve expansão de 2,1%, enquanto o segmento de bens não protegidos (supermercados e farmácias) registrou aumento de 1,3%.