TENSÕES DIPLOMÁTICAS

China sanciona parlamentar japonês por laços com Taiwan; Japão chama medida de 'inaceitável'

Sanções contra Keiji Furuya elevam atrito entre Pequim e Tóquio e envolvem debate sobre independência de Taiwan

Publicado em 30/03/2026 às 11:30
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A China anunciou, nesta segunda-feira (30), avaliações contra o parlamentar japonês Keiji Furuya , aliado da primeira-ministra Sanae Takaichi, acusando-o de “conluio” com separatistas de Taiwan. O episódio evidencia a escalada das tensões entre Pequim e Tóquio em torno da ilha.

O governo japonês classificou a medida como "inaceitável" e "lamentável", exigindo a sua revogação imediata. “A ação unilateral da China, como se buscasse intimidar opiniões divergentes, é absolutamente inaceitável”, declarou o vice-chefe de gabinete, Masanao Ozaki.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês, as avaliações incluem a proibição de entrada de Furuya na China — incluindo Hong Kong e Macau —, além do veto a contatos com organizações e indivíduos no país, com efeito imediato.

Furuya liderou um conselho bipartidário Japão-Taiwan e realizou visitas frequentes à ilha. Em março, esteve em Taipei, onde se reuniu com o presidente Lai Ching-te. Próximo de Takaichi, o parlamentar também comandou a estratégia eleitoral do Partido Liberal Democrata na vitória de fevereiro.

Pequim acusa Furuya de ignorar sua oposição e colaborar com forças pró-independência. Segundo a chancelaria chinesa, suas ações violaram o princípio de "uma só China" e interferiram nos assuntos internos, afetando a soberania e a integridade territorial. “A questão de Taiwan é uma linha vermelha que não deve ser cruzada”, afirmou ao porta-voz Mao Ning.

O parlamentar japonês afirmou ter sido informado pela diplomacia do país e minimizou o impacto das avaliações, ressaltando que não visita a China há décadas nem possui ativos no território chinês.

O episódio ocorre após declarações de Takaichi, em novembro, de que um eventual ataque chinês à representação de Taiwan ameaçaria a sobrevivência do Japão, o que poderia justificar uma resposta militar — posicionamento que rompe com a ambiguidade tradicional de Tóquio. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.