Empresário morto em tentativa de assalto na zona oeste de SP será sepultado nesta segunda-feira
Celso Bortolato de Castro foi baleado durante intervenção de policial militar em assalto no Butantã; esposa contesta versão oficial sobre tiroteio.
O empresário Celso Bortolato de Castro , morto no sábado (28) após intervenção de um policial militar durante uma tentativa de assalto no Butantã, zona oeste de São Paulo, será sepultado nesta segunda-feira (30).
A cerimônia de despedida ocorrerá no Cemitério Jardim Horto Florestal, situado no Parque Ramos Freitas, zona norte da capital paulista.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o caso está sendo investigado por meio do Inquérito Policial Militar instaurado pela Corregedoria da instituição, que promete adotar todas as providências cabíveis.
“Todas as ocorrências de mortes resultantes de intervenção policial são rigorosamente investigadas pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário”, destacou o órgão em nota.
Durante a ação, o policial militar também atirou e matou um dos suspeitos do crime. Um segundo suspeito conseguiu fugir do local.
Segundo a Polícia Militar, um agente que estava de folga trafegando de carro pela Rua Sapetuba, por volta das 15h, quando presenciou dois homens em uma moto anunciando assalto a um casal em outra motocicleta.
A vítima e um dos suspeitos foram baleados pela polícia. Conforme relato do agente, houve troca de tiros entre ele e os suspeitos. Ambos foram socorridos em estado grave, mas não resistiram aos ferimentos. As vítimas tiveram 58 e 38 anos, respectivamente.
Mulher da vítima contesta versão policial
A esposa do empresário, que saiu de Ilesa, contestou no local a versão policial sobre o tiroteio. Ela afirmou que o PM de folga atirou diretamente em seu marido e não suspeito. "Não houve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram, mostraram a arma e eu saí correndo. Nesse momento, ouvi uma pessoa vinda de trás atirando. Olhei para ele e falei: 'O que você fez? É o meu marido. Ele não é o assaltante!' Mas ele já tinha dado dois tiros no meu marido, que estava de costas", relatou a mulher, que preferiu não se identificar por motivos de segurança.