Déficit do Governo Central em fevereiro é o menor para o mês desde 2022
Saldo negativo foi de R$ 30,046 bilhões, superando expectativas do mercado e registrando melhora em relação a 2025
O Governo Central — composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (30). O resultado representa uma redução em relação ao déficit de fevereiro de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 31.598 bilhões.
Este é o menor déficit para meses de fevereiro desde 2022, ano em que as contas públicas apresentaram resultado negativo de R$ 24.510 bilhões, já descontada a inflação.
O desempenho de fevereiro ficou melhor do que a mediana das projeções do mercado financeiro, que apontou para um déficit de R$ 30.462 bilhões, segundo levantamento Projeções Broadcast. As estimativas do mercado variaram entre déficit de R$ 36,10 bilhões e R$ 24 bilhões.
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O Tesouro Nacional, somado ao Banco Central, apresentou déficit primário de R$ 7.616 bilhões em fevereiro. A Previdência Social, por sua vez, registrou déficit de R$ 22.430 bilhões no período. Considerando apenas o Banco Central, o déficit foi de R$ 13 milhões.
Receitas e
As despesas do Governo Central cresceram 3,1% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, já descontada a inflação. As receitas totais tiveram aumento real de 3,6% no mesmo período.
A arrecadação federal com impostos e contribuições somou R$ 222.117 bilhões em fevereiro, o melhor desempenho para o mês desde 2011, conforme dados da Receita Federal.
Acumulado do ano
No acumulado até fevereiro de 2026, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 56.854 bilhões. No mesmo período de 2025, o superávit foi de R$ 53.466 bilhões, sem ajuste pelo IPCA.
As despesas tiveram alta real de 3,0% no acumulado do ano, enquanto as receitas totais cresceram 2,7% acima da inflação.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, o déficit primário do Governo Central atingiu R$ 60,401 bilhões, equivalente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB).
As despesas obrigatórias representaram 17,18% do PIB, enquanto as discricionárias corresponderam a 1,65%.
A meta fiscal para 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.