Confiança do setor de serviços recua 1,8 ponto em março, aponta FGV
Índice de Confiança de Serviços atinge 88,4 pontos, refletindo cautela dos empresários diante de incertezas econômicas.
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou queda de 1,8 ponto em março em relação a fevereiro, alcançando 88,4 pontos na série dessa zonalizada, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta segunda-feira, 30. Trata-se do segundo mês consecutivo de recuo. Nas médias móveis trimestrais, o índice diminuiu 0,7 ponto.
"A confiança dos serviços volta a cair, e novamente influenciada por uma piora nas expectativas com os próximos meses. Em sentido oposto, a percepção sobre a demanda no mês atual encerrou o primeiro trimestre do ano em alta e indica evolução da atividade no período. Essa combinação de resultados sugere que os empresários do setor estão mais cautelosos com a continuidade desse ritmo favorável ao longo dos próximos meses", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.
A retratação em março foi motivada principalmente pela piora das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 0,1 ponto, atingindo 92,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) revelouu 3,7 pontos, para 84,4 pontos.
“Mesmo com a redução da taxa de juros, o aumento da turbulência internacional e a possibilidade de impactar a economia brasileira parece pesar mais nas avaliações, limitando o avanço da confiança”, acrescentou Tobler.
No ISA-S, o indicador de volume de demanda atual subiu 2,3 pontos, para 94,8 pontos, enquanto a avaliação sobre a situação atual dos negócios caiu 2,1 pontos, chegando a 90,2 pontos. Já no IE-S, a demanda prevista para os próximos três meses demorou 2,3 pontos, para 86,0 pontos, e a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou 5,2 pontos, atingindo 82,9 pontos.
"O aumento da incerteza parece contribuir para a piora das expectativas. Além disso, a piora mais intensa no horizonte de seis meses sugere que as preocupações do setor extrapolam a demanda de curto prazo", completou Tobler.
A pesquisa reuniu 1.301 empresas entre os dias 2 e 25 de março.