INDICADOR ECONÔMICO

Confiança do setor de serviços recua 1,8 ponto em março, aponta FGV

Índice de Confiança de Serviços atinge 88,4 pontos, refletindo cautela dos empresários diante de incertezas econômicas.

Publicado em 30/03/2026 às 08:41
Confiança do setor de serviços recua 1,8 ponto em março, aponta FGV Reprodução

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou queda de 1,8 ponto em março em relação a fevereiro, alcançando 88,4 pontos na série dessa zonalizada, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta segunda-feira, 30. Trata-se do segundo mês consecutivo de recuo. Nas médias móveis trimestrais, o índice diminuiu 0,7 ponto.

"A confiança dos serviços volta a cair, e novamente influenciada por uma piora nas expectativas com os próximos meses. Em sentido oposto, a percepção sobre a demanda no mês atual encerrou o primeiro trimestre do ano em alta e indica evolução da atividade no período. Essa combinação de resultados sugere que os empresários do setor estão mais cautelosos com a continuidade desse ritmo favorável ao longo dos próximos meses", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

A retratação em março foi motivada principalmente pela piora das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 0,1 ponto, atingindo 92,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) revelouu 3,7 pontos, para 84,4 pontos.

“Mesmo com a redução da taxa de juros, o aumento da turbulência internacional e a possibilidade de impactar a economia brasileira parece pesar mais nas avaliações, limitando o avanço da confiança”, acrescentou Tobler.

No ISA-S, o indicador de volume de demanda atual subiu 2,3 ​​pontos, para 94,8 pontos, enquanto a avaliação sobre a situação atual dos negócios caiu 2,1 pontos, chegando a 90,2 pontos. Já no IE-S, a demanda prevista para os próximos três meses demorou 2,3 ​​pontos, para 86,0 pontos, e a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou 5,2 pontos, atingindo 82,9 pontos.

"O aumento da incerteza parece contribuir para a piora das expectativas. Além disso, a piora mais intensa no horizonte de seis meses sugere que as preocupações do setor extrapolam a demanda de curto prazo", completou Tobler.

A pesquisa reuniu 1.301 empresas entre os dias 2 e 25 de março.