TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Paquistão anuncia negociação entre EUA e Irã, mas Oriente Médio segue sob fogo cruzado

Apesar do anúncio paquistanês sobre possível diálogo, ataques continuam e clima é de incerteza na região

Publicado em 30/03/2026 às 07:09
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A guerra no Oriente Médio completa 31 dias nesta segunda-feira, 30, sem sinais de cessar-fogo e com informações divergentes sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã.

As forças israelenses anunciaram uma nova intervenção contra posições militares em Teerã, enquanto o Irã manteve ataques aos países árabes do Golfo Pérsico e ao território israelense.

No campo diplomático, o governo do Paquistão informou, no domingo, 29, que deverá sediar nos próximos dias um encontro entre representantes americanos e iranianos. Nenhum dos dois países, porém, anunciou oficialmente o interesse em negociar, especialmente diante da ameaça de uma invasão terrestre do Irã por tropas dos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, declarou que as negociações com o Irã estão avançando “extremamente bem”, mas não solicita a mediação do trânsito nem detalha o andamento das conversas. Ao mesmo tempo, Trump celebrou um “grande dia” no Irã, destacando a “eliminação e destruição” de diversos alvos.

Trump também sugeriu a possibilidade de tomada da Ilha Kharg, no Irã, principal terminal de petróleo do Golfo Pérsico. "Talvez tomemos a Ilha Kharg, talvez não. Temos muitas opções", afirmou em entrevista ao jornal Financial Times.

Em outro sinal contraditório, Trump afirmou que o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, autorizou a passagem de 20 petroleiros da bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira.

Do lado iraniano, Ghalibaf respondeu à ameaça de incursão terrestre dos EUA prometendo "queimar os soldados" invasores e punir "para sempre" os aliados americanos no Oriente Médio.

O parlamentar Alaeddin Boroujerdi sugeriu ainda que o Irã abandone o Tratado de Não Proliferação Nuclear. "Por que devemos aceitar as restrições do tratado?", questionou. "Não buscamos uma arma nuclear, mas não devemos seguir as regras enquanto somos bombardeados."

Fonte: Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.