Bolsas asiáticas recuam diante de intensificação da guerra no Oriente Médio
Conflito prolongado eleva preços do petróleo e pressiona expectativas de inflação global; índices asiáticos fecham em queda expressiva.
Por Sergio Caldas
As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em baixa, refletindo o prolongamento da guerra no Oriente Médio, que completa um mês sem sinais de trégua e segue informando os preços do petróleo, ameaçando o cenário da inflação global.
O índice sul-coreano Kospi liderou as perdas, recuando 2,97% em Seul, para 5.277,30 pontos. No Japão, o Nikkei caiu 2,79%, fechando a 51.885,85 pontos. Em Taiwan, o Taiex registrou queda de 1,80%, para 32.518,16 pontos, enquanto o Hang Seng cedeu 0,81% em Hong Kong, para 24.750,79 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 0,24%, encerrando em 3.923,29 pontos. Já o Shenzhen Composto aparece estável, aos 2.579,50 pontos.
No fim da semana, os rebeldes houthis do Iêmen intensificaram o conflito ao entrar na guerra, ampliando a escalada iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã.
No campo diplomático, o governo do Paquistão anunciou planos para sediar, nos próximos dias, uma reunião entre representantes de Washington e Teerã. Até o momento, porém, nenhuma das partes está disposta a negociar, especialmente diante da ameaça de uma possível invasão terrestre do Irã por tropas americanas.
O aumento dos preços do petróleo e do gás natural é uma das consequências mais preocupantes do conflito. No relatório divulgado nesta segunda-feira, o Banco do Japão (BoJ) manifestou cautela diante da possibilidade de aumento da inflação subjacente, impulsionada pelo avanço dos preços de energia, e alimentou expectativas de uma nova alta dos juros na próxima reunião do banco, prevista para abril.
Na Oceania, a bolsa australiana também fechou em queda: o S&P/ASX 200 recuou 0,65% em Sydney, fechando aos 8.461,00 pontos.
Contato: [email protected]