ALERTA

Os perigos do uso do canabidiol sem acompanhamento médico

Especialista alerta que tratamento exige avaliação clínica, ajuste individualizado e monitoramento contínuo

Publicado em 30/03/2026 às 09:15

Os perigos do uso do canabidiol sem acompanhamento médico

Especialista alerta que tratamento exige avaliação clínica, ajuste individualizado e monitoramento contínuo

Brasil, março de 2026 – O avanço das leis e da regulamentação da cannabis medicinal no Brasil ampliou o acesso ao canabidiol (CBD). Dados do anuário da Kaya Mind, divulgados no último ano, indicam que o país já soma 873 mil pessoas em tratamento com cannabis medicinal. Apesar disso, o uso sem acompanhamento médico adequado ainda é motivo de preocupação, já que tal atitude pode expor pacientes a riscos e comprometer o diagnóstico correto de doenças.

Segundo o médico e clínico geral, Dr. Adam de Lima Alborta, o canabidiol é um medicamento e deve ser tratado com responsabilidade. “A simples prescrição, sem avaliação prévia, expõe o paciente a risco. Em uma consulta estruturada, buscamos diagnóstico e entendemos a origem do sintoma antes de indicar o CBD como estratégia terapêutica monitorada”, explica.

De acordo com o especialista, um dos principais problemas do uso sem acompanhamento é a possibilidade de diagnósticos imprecisos ou incompletos. A melhora parcial dos sintomas pode mascarar doenças mais relevantes, atrasando investigações e tratamentos adequados. Além disso, não existe dose padrão para o canabidiol. A resposta varia entre pacientes, podendo resultar em ineficácia em doses baixas ou efeitos indesejados em doses elevadas.

Outro ponto de atenção são as interações medicamentosas. O CBD interfere em enzimas hepáticas, como o sistema CYP450, podendo alterar a ação de outros medicamentos. Entre os principais grupos com risco de interação estão benzodiazepínicos, antidepressivos, antipsicóticos, antiepilépticos e anticoagulantes. “Sem orientação, isso pode levar à sedação excessiva, perda de efeito terapêutico ou até toxicidade”, afirma Alborta.

O médico também alerta para sinais de resposta inadequada ao tratamento, como ausência de melhora após ajuste de dose, necessidade crescente de aumento sem benefício proporcional e piora do quadro clínico. Nesses casos, é fundamental reavaliar o diagnóstico e a estratégia terapêutica. Para ele, o principal erro dos pacientes é tratar o canabidiol como um produto isolado. “O erro mais comum é iniciar sem diagnóstico definido, usar doses baseadas em relatos da internet e ignorar interações medicamentosas. O CBD deve ser parte de uma estratégia médica, não uma tentativa sem critério clínico”, conclui.

Para mais informações sobre o trabalho do Dr. Adam de Lima Alborta, acesse o site www.dradamalborta.com.br ou o perfil oficial no Instagram: @cbdsaudeonline.