PROTESTO INTERNACIONAL

São Paulo realiza ato em defesa da Palestina após morte de jornalistas no Oriente Médio

Manifestação na Avenida Paulista pede fim do genocídio em Gaza, critica ações de Israel e cobra rompimento de relações pelo Brasil.

Publicado em 29/03/2026 às 18:41
Manifestantes percorrem a Avenida Paulista em ato pró-Palestina e em memória de jornalistas mortos. © Sputnik / Guilherme Correia

Manifestantes se reuniram neste domingo (29) na praça Oswaldo Cruz, em São Paulo, para um ato em apoio à Palestina, em meio à crescente preocupação internacional com a morte de jornalistas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).

O grupo percorreu a Avenida Paulista portando faixas, bandeiras palestinas, libanesas e iranianas, entoando palavras de ordem que planejam o fim do genocídio em Gaza e o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel.

A mobilização faz parte de uma série de manifestações simultâneas realizadas em dezenas de países, em um contexto evidente ao cessar-fogo mediado por Donald Trump, vigente desde outubro de 2025, e frequentemente descumprido por Israel.

Entre as faixas exibidas em São Paulo, destacavam-se mensagens como: "Basta de Genocídio na Palestina", "Lula, Rompa com Israel, Já", "Não ao Ataque Imperialista contra o Irã" e "Tirem as Patas do Irã, Líbano e Palestina".

Conflito

Desde o início do conflito, após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, mais de 50 mil palestinos foram mortos e cerca de 120 mil ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde palestino.

Organizações internacionais denunciaram o colapso do sistema de saúde, a deficiência de alimentos e a destruição sistemática da infraestrutura civil em Gaza, enquanto Israel amplia suas operações militares também para o Líbano e o Irã.

Um dos focos atuais é a morte de jornalistas no Oriente Médio. Em 2025, um número recorde de 129 profissionais de imprensa foi morto em serviço, sendo 86 dessas mortes causadas pelo IDE.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) responsabilizou Tel Aviv pela morte de nove paramédicos e pelos ferimentos em outros sete profissionais de saúde, em decorrência de bombardeios realizados no sábado (28) no sul do Líbano.

Por Sputnik Brasil