São Paulo realiza ato em defesa da Palestina após morte de jornalistas no Oriente Médio
Manifestação na Avenida Paulista pede fim do genocídio em Gaza, critica ações de Israel e cobra rompimento de relações pelo Brasil.
Manifestantes se reuniram neste domingo (29) na praça Oswaldo Cruz, em São Paulo, para um ato em apoio à Palestina, em meio à crescente preocupação internacional com a morte de jornalistas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).
O grupo percorreu a Avenida Paulista portando faixas, bandeiras palestinas, libanesas e iranianas, entoando palavras de ordem que planejam o fim do genocídio em Gaza e o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel.
A mobilização faz parte de uma série de manifestações simultâneas realizadas em dezenas de países, em um contexto evidente ao cessar-fogo mediado por Donald Trump, vigente desde outubro de 2025, e frequentemente descumprido por Israel.
Entre as faixas exibidas em São Paulo, destacavam-se mensagens como: "Basta de Genocídio na Palestina", "Lula, Rompa com Israel, Já", "Não ao Ataque Imperialista contra o Irã" e "Tirem as Patas do Irã, Líbano e Palestina".
Conflito
Desde o início do conflito, após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, mais de 50 mil palestinos foram mortos e cerca de 120 mil ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde palestino.
Organizações internacionais denunciaram o colapso do sistema de saúde, a deficiência de alimentos e a destruição sistemática da infraestrutura civil em Gaza, enquanto Israel amplia suas operações militares também para o Líbano e o Irã.
Um dos focos atuais é a morte de jornalistas no Oriente Médio. Em 2025, um número recorde de 129 profissionais de imprensa foi morto em serviço, sendo 86 dessas mortes causadas pelo IDE.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) responsabilizou Tel Aviv pela morte de nove paramédicos e pelos ferimentos em outros sete profissionais de saúde, em decorrência de bombardeios realizados no sábado (28) no sul do Líbano.
Por Sputnik Brasil