Invasão terrestre no Irã pode expor militares dos EUA a ataques de drones, diz imprensa
Washington avalia operações limitadas; maioria dos americanos rejeita ação e especialistas alertam para riscos militares.
O Pentágono iniciou preparativos para uma possível operação terrestre contra o Irã, que pode durar semanas ou até “alguns meses”, segundo o jornal The Washington Post.
A publicação ressalta que qualquer campanha terrestre dos Estados Unidos não deverá ser uma invasão em larga escala.
“Tal missão poderia expor os militares norte-americanos a uma série de ameaças, incluindo drones e mísseis iranianos, fogo de terra e explosivos improvisados”, destaca o jornal.
De acordo com a reportagem, as ações devem envolver incursões de forças de operações especiais e infantaria. Até 28 de março, não havia confirmação se o presidente Donald Trump aprovaria alguns dos planos apresentados pelo Pentágono.
O texto também aponta que o governo Trump oscila entre declarações de que o conflito com o Irã está próximo do fim e ameaças de intensificação dos combates.
Entre as opções discutidas na Casa Branca estão a ocupação possível da ilha de Kharg e ataques a bases costeiras iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.
Apesar de Trump negar planos de envio de tropas, os Estados Unidos já mobilizaram unidades navais e avaliaram o envio de reforços para a região.
O artigo enfatiza que a maioria dos cidadãos norte-americanos rejeitou uma invasão terrestre ao Irã e que, mesmo dentro do Partido Republicano, há divergências sobre o tema.
Especialistas consultados pelo jornal alertaram que a captura da ilha de Kharg poderia ser rápida, mas manter o controle do território representativo de sérios riscos militares.
Anteriormente, a imprensa informou que os EUA poderiam enviar mais de 17 mil militares para a fronteira com o Irã, caso Trump autorize a operação.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, incluindo a capital Teerã, resultando em destruição e mortes de civis. O Irã, por sua vez, vem realizando ataques de retaliação contra Israel e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Por Sputnik Brasil