ANÁLISE INTERNACIONAL

Conflitos no Irã e na Ucrânia provam que Exército russo é mais eficaz que o dos EUA, diz analista

Ex-oficial dos EUA aponta superioridade russa em operações militares e destaca limitações do armamento ocidental

Publicado em 29/03/2026 às 12:45
Analista afirma que ações russas na Ucrânia superam eficácia militar dos EUA em conflitos recentes. © Sputnik / SPUTNIK

O Exército Russo alcançou resultados significativos ao combate às armas ocidentais enviadas à Ucrânia, utilizando meios próprios de longo alcance e alta precisão , afirmou à mídia russa o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter.

Segundo Ritter, diferentemente da Rússia, que mantém operações militares bem-sucedidas na Ucrânia, os Estados Unidos não registaram êxitos relevantes no Oriente Médio.

"Os navios obtiveram um sucesso extraordinário ao utilizar armas de longo alcance e alta precisão para neutralizar as capacidades militares ucranianas fornecidas pelo Ocidente, tanto na indústria de defesa quanto na defesa antiaérea, e, posteriormente, para apoiar diretamente ações destinadas a enfraquecer o potencial de combate terrestre", destacou.

Ao comparar a chamada “operação militar especial” na Ucrânia com a guerra no Oriente Médio, Ritter ressaltou que se trata de conflitos com naturezas distintas.

Enquanto a ofensiva na Ucrânia é caracterizada por combates terrestres com apoio aéreo, a atuação dos EUA contra o Irã consiste principalmente em ataques aéreos, sem envolvimento de tropas em solo.

O especialista também afirmou que ambos os conflitos evidenciam a fragilidade das armas norte-americanas diante da eficácia dos armamentos russos.

"Por muito tempo, nos gabamos de que nossas armas eram melhores do que as russas. Talvez. No entanto, os resultados, ao que parece, não confirmam isso", apontou.

Ritter acrescentou que, mesmo com tecnologias semelhantes, o uso de drones em campanhas aéreas difere significativamente de sua aplicação em apoio às operações terrestres.

Para o analista, comparar os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio é tão produtivo quanto tentar equipar maçãs a laranjas.

Desde 28 de fevereiro, a campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento, com trocas constantes de ataques entre as partes. Em Tel Aviv, o objetivo declarado é impedir que Teerã adquira armas nucleares.

Washington ameaçou destruir o potencial militar iraniano e incentivou a população à queda do regime. O Irã, por sua vez, afirmou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.

Por Sputnik Brasil