DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Brasil condena ação de Israel que impediu líderes católicos de acessar Igreja do Santo Sepulcro

Itamaraty critica restrições impostas por Israel a cristãos e muçulmanos em locais sagrados de Jerusalém e cita decisão da Corte Internacional de Justiça.

Publicado em 29/03/2026 às 15:52
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O governo brasileiro manifestou forte condenação à ação da polícia de Israel, que impediu o acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, durante a celebração da missa do Domingo de Ramos.

“Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas (‘Haram Al-Sharif’), também em Jerusalém Oriental”, declarou o Itamaraty em nota oficial.

Mais cedo, neste domingo, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, foram impedidos de entrar no templo. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, justificou a medida alegando questões de segurança.

O governo brasileiro classificou as recentes ações de Israel como de extrema gravidade e “contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto”.

“O Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, acrescentou o Itamaraty.