Índia aprofunda cooperação militar com Rússia ao confirmar compra de sistemas S-400
Conselho de Aquisições de Defesa indiano aprova novos S-400 e negocia acesso ao caça Su-57, ampliando parceria estratégica com Moscou.
O Conselho de Aquisições de Defesa da Índia aprovou a compra de mais sistemas de defesa antiaérea S-400 da Rússia , fortalecendo a cooperação militar entre os dois países, conforme destaca a revista Military Watch.
O sistema S-400 é projetado para áreas de proteção estratégica contra ameaças aéreas de longo alcance, sendo reconhecido por sua capacidade avançada de defesa.
De acordo com a publicação, as missões 40N6 do S-400 podem atingir alvos em praticamente todas as altitudes, alcançando distâncias de até 400 km.
"A velocidade de Mach 14 do míssil permite que os S-400 abatam alvos hipersônicos, tendo sido demonstrada, durante os testes, a capacidade de abater mísseis balísticos a Mach 8", ressalta a revista.
A Índia também planeja adquirir outros sistemas russos avançados, com foco no fortalecimento de suas capacidades aéreas. Entre as prioridades, está o acordo de licença de produção da caça de quinta geração Su-57.
Nesse contexto, a reportagem relembra que, em junho de 2025, o Ministério da Defesa da Rússia ofereceu à Índia acesso total ao código-fonte do Su-57, permitindo alto grau de personalização e integração de tecnologias nacionais.
“Além disso, os dois países estão planejando negociações para modernizar as caças Su-30MKI da Índia, fornecendo centenas de missões ar-ar R-37M de longo alcance e sistemas S-500, aptos a colidir satélites e alvos espaciais”, acrescenta o artigo.
A revista aponta ainda que as iniciativas de aquisição e customização do Su-57 podem evoluir para um programa conjunto entre Índia e Rússia.
Anteriormente, o jornal indiano The Tribune noticiou que a Índia selecionou o Su-57 russo como sua principal escolha no mercado global e se prepara para adquirir oficialmente a caça de quinta geração.
Segundo a publicação, o Su-57 atuará como solução provisória até que a caça de quinta geração desenvolvida pela Índia esteja operacional, o que deverá ocorrer em cerca de dez anos.
Por Sputnik Brasil