Saber como agir em uma crise pode salvar vidas de pessoas com epilepsia
No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, especialista orienta sobre o que fazer e evitar durante uma convulsão
Quedas repentinas, movimentos involuntários e perda de consciência ainda geram medo em quem presencia uma crise epiléptica. No entanto, mais do que pânico, o momento exige informação. No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março, especialistas reforçam que atitudes simples podem fazer a diferença na segurança da pessoa em crise.
De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, cerca de 2% da população brasileira convive com epilepsia, o que representa milhões de pessoas no país. A condição neurológica é caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro e pode se manifestar de diferentes formas, nem sempre com convulsões.
Segundo a neurologista e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Recife, Thaís Gemir, um dos maiores desafios ainda é a desinformação. “Muitas pessoas não sabem como agir e acabam tomando atitudes que podem prejudicar ainda mais o paciente. A orientação correta é fundamental para garantir segurança até que a crise passe”, explica.
Entre as recomendações, o primeiro passo é manter a calma e proteger a pessoa de possíveis lesões. “É importante deitar a pessoa de lado, afastar objetos que possam machucar e apoiar a cabeça. Isso ajuda a evitar traumas e facilita a respiração”, orienta a especialista.
Por outro lado, algumas práticas ainda comuns devem ser evitadas. “Nunca se deve colocar objetos na boca da pessoa ou tentar segurar seus movimentos. Isso pode causar ferimentos e não impede a crise”, alerta Thaís.
Outra dúvida frequente é sobre quando buscar ajuda médica. Em geral, a maioria das crises dura poucos minutos e se resolve espontaneamente. No entanto, o atendimento de urgência deve ser acionado se a crise durar mais de cinco minutos, se houver repetição sem recuperação da consciência ou se for a primeira ocorrência.
Além das orientações práticas, a neurologista destaca a importância de combater o preconceito. “A epilepsia tem tratamento e, em muitos casos, é possível controlar as crises e levar uma vida normal. Informar a população é essencial para reduzir o estigma e garantir mais inclusão”, reforça.
Em uma situação de emergência, informação pode ser tão importante quanto qualquer intervenção médica. Saber o que fazer — e o que evitar — é um passo fundamental para proteger vidas e promover mais conscientização sobre a epilepsia.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.768 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: http://www.afya.com.br e http://ir.afya.com.br .