Fuzileiros navais dos EUA chegam ao Oriente Médio em meio à escalada na região
Desembarque de 3.500 militares ocorre durante aumento dos conflitos envolvendo Irã, EUA e Israel
Cerca de 3.500 fuzileiros navais e marinheiros norte-americanos desembarcaram em uma área de responsabilidade dos EUA no Oriente Médio, em meio à intensificação dos conflitos na região.
O navio USS Tripoli, da Marinha dos Estados Unidos, chegou recentemente ao Oriente Médio transportando militares e equipamentos, segundo informou neste sábado (28) o Comando Central dos EUA (CENTCOM), em publicação na plataforma X.
"Marinheiros e fuzileiros navais dos EUA a bordo do USS Tripoli (LHA 7) chegaram à área de responsabilidade do Comando Central dos EUA em 27 de março. O navio de assalto anfíbio da classe America serve como navio-almirante do Grupo de Prontidão Anfíbia Tripoli / 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, composto por cerca de 3.500 marinheiros e fuzileiros navais, além de aeronaves de transporte e caça de ataque, bem como ativos táticos e de assalto anfíbio", informou o CENTCOM.
Em meados de março, o jornal Wall Street Journal, citando autoridades americanas, já havia relatado que o USS Tripoli, baseado no Japão, e os fuzileiros navais a bordo estavam a caminho do Oriente Médio, em resposta à escalada de tensões na região.
Especialistas apontam que a movimentação pode estar relacionada a uma possível operação para tomar a ilha iraniana de Kharg, importante centro marítimo no Golfo Pérsico que abriga instalações de infraestrutura petrolífera do Irã.
A operação conjunta entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã já se estende por um mês, período em que ambos os lados têm realizado ataques aéreos. O aumento dos confrontos resultou no fechamento quase total da navegação pelo estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito dos países árabes.
Na sexta-feira (27), uma fonte das forças de segurança iranianas declarou à Sputnik que Teerã não pretende cessar as hostilidades e está preparado para intensificar os ataques.
Por Sputnik Brasil