IMPASSE NO CONGRESSO DOS EUA

Impasse no Congresso dos EUA trava financiamento do Departamento de Segurança Interna

Acordo para evitar paralisação histórica fracassa após rejeição do presidente da Câmara; DHS segue sem recursos

Publicado em 28/03/2026 às 12:31
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Congresso dos Estados Unidos enfrenta um impasse após o fracasso do acordo que buscava financiar a maior parte do Departamento de Segurança Interna (DHS). Na sexta-feira, 27, o Senado chegou a um consenso para evitar a paralisação parcial mais longa da história do país, mas a proposta foi rejeitada pelo presidente da Câmara, Mike Johnson (R-La.), logo após os senadores deixarem Washington para o recesso de duas semanas.

O fracasso da medida, negociada pelo líder da maioria no Senado, John Thune (R-S.D.), revela uma rara divisão entre as duas principais lideranças republicanas na Casa. O impasse ocorre em um momento em que o partido busca aprovar as prioridades do presidente Donald Trump antes das eleições de novembro, deixando o DHS paralisado desde meados de fevereiro e sem perspectiva de solução imediata.

A proposta de Thune foi resultado de semanas de negociações com democratas sobre restrições à fiscalização imigratória. Para viabilizar o texto, os senadores concordaram em excluir o financiamento ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e à Patrulha de Fronteira, o que levou os democratas a abrir mão de novas exigências sobre limites às agências.

Apesar de Thune argumentar que o Congresso já havia destinado recursos suficientes para a área de imigração e que o plano permitiria "reabrir boa parte do governo", a reação na Câmara foi de forte oposição. Dezenas de republicanos, de moderados a conservadores, manifestaram-se contrários ao acordo. O deputado Nick LaLota (R-N.Y.) criticou os senadores por supostamente agirem com pressa para iniciar o recesso, defendendo critérios mais rigorosos para a liberação dos recursos.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.