Cofre militar da Ucrânia pode acabar em até 2 meses e expõe dependência de ajuda externa
Bloomberg aponta que recursos ucranianos só garantem operações até junho; incerteza sobre ajuda internacional agrava cenário.
O governo da Ucrânia enfrentou um agravamento em sua crise financeira, com reservas suficientes para manter suas operações apenas até junho, segundo estimativas divulgadas pela Bloomberg e baseadas em fontes ucranianas e internacionais.
Para garantir o funcionamento do Estado no próximo ano, Kiev precisará de aproximadamente US$ 52 bilhões (R$ 273,7 bilhões) em ajuda externa. Diante desse cenário, o chefe da comissão de finanças do Parlamento ucraniano, Daniil Getmantsev, classificou o momento como uma "tragédia financeira".
Além das restrições orçamentárias, a Ucrânia enfrenta dificuldades para cumprir as exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), incluindo um pacote de empréstimos de US$ 8,1 bilhões (R$ 43 bilhões).
No cenário internacional, o ambiente político se mostra desfavorável à obtenção de novos recursos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já cogitou encerrar a assistência direta ao país caso retorne à carga, aumentando a incerteza sobre o apoio de Washington.
Na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), há resistência em ampliar o envio de armamentos dos EUA via programa PURL, considerado estratégico para as necessidades militares ucranianas.
Divergências internacionais na Europa também dificultam a aprovação de novos pacotes de ajuda financeira. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, vetaram um empréstimo de US$ 104 bilhões (R$ 548 bilhões) destinado à Ucrânia.
Diante dessas restrições, tanto internacionais quanto externas, o país entra em uma fase crítica para a sustentação de suas finanças e operações nos próximos meses.
Por Sputinik Brasil