Um mês de guerra no Irã: o fiasco norte-americano em 3 atos (parte 2)
Impactos econômicos e debandada política marcam o primeiro mês do conflito, alterando o cenário global do petróleo.
Perdas econômicas
A mudança na dinâmica do estreito de Ormuz provocou impactos econômicos em todo o mundo, levando inclusive os Estados Unidos a suspenderem temporariamente sanções ao petróleo russo e iraniano. Para o Irã, o cenário se mostrou favorável: até o fim de fevereiro, a produção diária de petróleo do país era de cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo cru e condensados, o que representava aproximadamente 4% da oferta global. Após a ofensiva de EUA e Israel, o Irã passou a controlar cerca de 20% do petróleo mundial.
Debandada política
Uma das justificativas apresentadas por Washington e Tel Aviv para o ataque a Teerã foi a suspeita de que a república islâmica estaria desenvolvendo armas nucleares. A alegação, contestada por vários setores, gerou uma crise interna na própria administração norte-americana. O governo de Donald Trump perdeu o então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, que se demitiu fazendo declarações contundentes, entre elas, negando que o Irã possuísse ou estivesse desenvolvendo armas nucleares. Segundo Kent, a inteligência dos EUA não encontrou indícios de que o Irã estivesse próximo de obter uma bomba nuclear.
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Por Sputnik Brasil