DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Rubio diz que EUA podem atingir metas no Irã sem tropas terrestres

Secretário de Estado destaca avanço dos objetivos militares e priorização de interesses americanos diante de tensões no Oriente Médio.

Publicado em 27/03/2026 às 15:18
Rubio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira (27) que os objetivos militares de Washington no Irã estão avançados e podem ser realizados sem a necessidade de envio de tropas terrestres, embora milhares de militares americanos já estejam presentes no caminho da região. Segundo Rubio, o presidente Donald Trump precisa estar preparado para “múltiplas contingências”, garantindo uma ampla gama de opções caso o cenário se deteriore.

Após reunião do G7 na França, Rubio minimizou relatos de apoio russo ao Teerã, afirmando que "não há nada que a Rússia faça pelo Irã que afete a eficácia" das operações americanas. Ele também reforçou que, apesar de não haver desvio de ajuda militar da Ucrânia até o momento, os EUA priorizarão seus próprios interesses: "Se precisarmos de algo para a América, vamos manter para a América primeiro".

Rubio destacou ainda que a manutenção da navegação no Estreito de Ormuz será um “desafio imediato” mesmo após o fim das hostilidades. “É importante que o mundo tenha um plano”, defendeu, ressaltando a necessidade de cooperação internacional.

Sobre a guerra na Ucrânia, o secretário negou que a assistência esteja condicionada à cessão de territórios e afirmou que garantias de segurança só serão discutidas após o fim do conflito. Ele também rebateu declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre supostas critérios americanos, classificando-as como “uma mentira”. Na semana, a Reuters noticiou que Zelensky teria dito que os EUA condicionaram garantias de segurança para um acordo de paz à retirada de tropas de Kiev da região de Donbass.

Rubio acrescentou que não há reuniões agendadas sobre Rússia e Ucrânia no momento. Em relação ao Irã, informou que houve troca de mensagens fornecidas com disposição para o diálogo, mas Washington ainda aguarda claro sobre quem irá negociar.

O secretário também respondeu a críticas sobre a situação em Cuba, afirmando que “não há bloqueio naval” imposto pelos EUA. Segundo ele, os pagamentos no país são consequência de "equipamentos antigos que não foram mantidos", e não de avaliações ou ações militares americanas.