VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Ódio viral: como as redes sociais estão normalizando a violência contra a mulher?

Especialistas alertam para o crescimento de conteúdos misóginos em plataformas digitais e seus impactos sobre a juventude brasileira.

Publicado em 27/03/2026 às 15:00
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Enquanto o Brasil enfrenta índices alarmantes de feminicídio, uma tendência sombria nas redes sociais acende o alerta de especialistas: a trend "caso ela diga não".

O conteúdo, que simula agressões brutais como socos e esfaqueamentos em resposta à rejeição feminina, não é um fato isolado, mas sintoma visível de movimentos transnacionais de extrema-direita e grupos masculinistas presentes nas redes sociais. Esses grupos, por sua vez, pregam o isolamento social masculino e a submissão das mulheres.

Por que discursos de ódio, disfarçados de "humor" ou "estilo de vida", estão ganhando tanto espaço entre jovens brasileiros? Para discutir os impactos sociais desse comportamento, Thaiana de Oliveira e Rafael Costa recebem Debora Piccirillo, socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), e Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e referência no estudo de misoginia, cultura incel (do inglês, "celibatários involuntários") e red pills no Brasil — movimento que considera o feminismo uma conspiração para subjugar homens.

O debate já está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

Por Sputinik Brasil