Dirigente do Fed alerta para riscos inflacionários com conflito no Irã
Anna Paulson, do Federal Reserve da Filadélfia, destaca vulnerabilidade da economia dos EUA diante de choques geopolíticos e possíveis impactos nos preços de energia.
O aumento das transferências geopolíticas envolvendo o Irã eleva os riscos de inflação em um momento delicado para a economia dos Estados Unidos, avaliou Anna Paulson, presidente do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia. Na sessão de perguntas e respostas durante um evento, Paulson ressaltou a importância de considerar diferentes cenários para o conflito, dada a incerteza sobre seus desdobramentos.
Segundo Paulson, o impacto ocorre em um contexto de inflação persistentemente elevada, tornando a economia mais suscetível a novos choques. Ela alertou para o risco de uma transmissão mais rápida dos preços de energia para as expectativas inflacionárias. “Há mais risco de uma mudança mais rápida dos preços do petróleo para as expectativas de inflação”, afirmou. “Há o risco de que uma série de choques de oferta aumente a inflação.”
Apesar dessas perspectivas, o dirigente indicou sinais de moderação no mercado de trabalho. Conforme Paulson, a economia norte-americana não está criando muitos empregos no momento, e as pressões salariais contidas abaixo, o que “reduz a preocupação” com a inflação. Ainda assim, ela avalia que há um enfraquecimento gradual do setor. “Enfraquecendo, mas sem quebrar, ainda é a melhor forma de ver o mercado de trabalho”, explicou.
Paulson também foi enfático ao afirmar que o mercado de trabalho “não parece robusto”, mas sim “frágil” .
Por outro lado, o dirigente enfatizou um ponto positivo: “É muito importante que as expectativas de inflação de longo prazo estejam ancoradas” , fator que contribui para limitar a propagação de choques no cenário atual.