TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

EUA avaliam envio de mais 10 mil militares para o Oriente Médio, diz imprensa

Decisão pode ser tomada já na próxima semana e indica possível preparação para operação terrestre no Irã.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 27/03/2026 às 06:21
Militares dos EUA podem reforçar presença no Oriente Médio em meio a tensões com o Irã. © AP Photo / Jim Gomez

Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de enviar mais 10 mil soldados para o Oriente Médio, decisão que pode ser oficializada já na próxima semana, segundo o portal Axios, que cita um alto funcionário do Pentágono.

De acordo com a publicação, caso a administração Trump aprove o envio, o número de militares norte-americanos na região aumentará significativamente, evidenciando preparativos para uma possível operação terrestre dos EUA no Irã.

"Segundo um alto funcionário do Departamento de Defesa dos EUA, a Casa Branca e o Pentágono consideram enviar pelo menos 10 mil soldados adicionais para o Oriente Médio nos próximos dias", informou o portal.

O representante do Pentágono, que preferiu não se identificar, espera que a decisão seja tomada já na próxima semana. Ele afirmou ainda que as tropas serão selecionadas de outras unidades de combate, diferentes das que já estão presentes na região.

Anteriormente, o jornal The Wall Street Journal, com base em fontes militares, informou que o presidente Donald Trump avalia aumentar o contingente norte-americano no Oriente Médio em mais 10 mil militares, em meio à operação contra o Irã.

Segundo relatos da mídia, o reforço incluirá tropas de infantaria e veículos blindados, além de cerca de cinco mil fuzileiros navais e milhares de paraquedistas, que já teriam recebido ordens para se deslocar à região.

A revista The Economist informou que os Estados Unidos consideram quatro cenários para o impasse com o Irã: negociar, retirar tropas, manter o conflito ou escalar as ações militares.

No entanto, um cessar-fogo é visto como improvável diante da ausência de um mediador adequado. A possibilidade de um novo acordo nuclear é considerada insuficiente, enquanto a continuidade ou a escalada do conflito, incluindo possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana, representa riscos elevados, especialmente para os países do Golfo Pérsico.