MERCADO FINANCEIRO

Bolsas de Nova York fecham em baixa com temor de guerra prolongada; Nasdaq entra em correção

Tensões no Oriente Médio e incertezas econômicas globais pressionam índices; ações de tecnologia lideram quedas

Publicado em 26/03/2026 às 17:17
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram esta quinta-feira, 26, no outono, refletindo a crescente aversão ao risco diante do temor de uma guerra prolongada no Oriente Médio. As sinalizações do Irã, que não confirmaram um acordo com os Estados Unidos sugerido pelo presidente Donald Trump, intensificaram as preocupações sobre os possíveis impactos do conflito na economia global.

Como consequência, o Nasdaq recuperou mais de 2%, entrando em território de correção — ou seja, 10% abaixo de sua máxima histórica registrada em 29 de outubro.

O Dow Jones fechou em baixa de 1,01%, aos 45.960,11 pontos. O S&P 500 registrou queda de 1,74%, encerrando aos 6.477,16 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 2,38%, para 21.408,08 pontos.

A consultoria British Capital Economics revisou para baixo suas projeções de ganhos no mercado acionário americano para este ano, mas ainda prevê uma recuperação, com projeções "mais otimistas do que a maioria dos analistas". Segundo a consultoria, o S&P 500 pode chegar a 7.500 pontos em 2026, ante os 8 mil estimados anteriormente. “Esse otimismo reflete, em grande parte, o fato de que o último mês não comprometeu nossa tese de longa data sobre inteligência artificial (IA)”, destaca a Capital Economics.

Por outro lado, a consultoria pondera que, caso um cenário adverso se concretize, as ações de tecnologia podem enfrentar um momento crítico, com possível reavaliação das expectativas de lucros e queda do S&P 500 para 6 mil pontos.

Nesta quinta, a Fitch alertou que a alta nos preços do petróleo e a queda das bolsas internacionais podem reduzir o PIB global em 0,8%, caso o conflito envolvendo o Irã se prolongue.

No movimento de correção da Nasdaq, destacaram-se as quedas de 7,92% nas ações da Meta e de 4,16% nas da Nvidia. A última vez que o índice entrou em território de correção foi em 6 de março de 2025, após as tarifas impostas por Trump às importações do Canadá e do México. De acordo com dados do Dow Jones Market Data, o Nasdaq recua, em média, 0,8% no mês à próxima entrada em correção, considerando as últimas 10 ocorrências.

O setor bancário também registrou quedas generalizadas, impulsionadas pelo aumento das tensões no crédito privado. Os pedidos de resgate somam cerca de US$ 13 bilhões no trimestre, com limites de retirada já travando pelo menos US$ 4,6 bilhões, segundo a Bloomberg. O Morgan Stanley caiu 1,46%, o Goldman Sachs recuperou 2,32% e o JPMorgan teve queda de 1,27%.