ECONOMIA

Lula afirma que aumento dos combustíveis é injustificável

Presidente critica reajustes e diz que guerra no Oriente Médio não justifica alta de gasolina e etanol

Publicado em 26/03/2026 às 13:36
Lula critica aumento dos combustíveis e diz que guerra no Oriente Médio não justifica reajustes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como injustificável o aumento do preço do óleo diesel, destacando que a alta do petróleo foi compensada pelos subsídios concedidos pelo governo federal. Segundo Lula, os recentes reajustes nos preços da gasolina e do etanol não têm relação com o conflito no Oriente Médio.

“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons nas ruas para responsabilizar quem se aproveita para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, afirmou Lula durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, que reinaugurou sua planta em Anápolis (GO) nesta quinta-feira (26), em parceria com a fabricante chinesa Changan.

Irã

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Durante seu discurso, Lula voltou a criticar a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. De acordo com o presidente, não é justo que outros países e seus cidadãos arquem com os custos do conflito.

“Não vamos permitir que a responsabilidade da guerra contra o Irã recaia sobre o preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro consome. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros do Brasil e isso respingue aqui, já que importamos 30% do óleo diesel”, afirmou Lula.

“Criamos subsídio e temos a Petrobras para evitar que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, há quem se aproveite nos postos, elevando os preços da gasolina e do etanol, que nada têm a ver com a guerra no Irã. E ainda aumentam o óleo diesel, mesmo com o subsídio”, completou o presidente.

Entenda

O comportamento dos preços dos combustíveis, especialmente derivados de petróleo como diesel, gás e gasolina, é monitorado de perto por autoridades, representantes do setor e motoristas devido à guerra no Irã, que tem provocado instabilidade na cadeia global do petróleo.

No Brasil, o governo federal adotou medidas para suavizar a escalada dos preços, como a isenção das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.

O diesel, utilizado principalmente por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado mais impactado pela pressão internacional, já que o Brasil importa cerca de 30% do óleo consumido no país.