DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Irã afirma que Mauro Vieira condenou ataques dos EUA e Israel e expressou solidariedade

Comunicado do governo iraniano relata que chanceler brasileiro condenou ofensivas e manifestou apoio a Teerã em ligação oficial.

Publicado em 26/03/2026 às 10:56
O ministro Mauro Vieira Lula Marques / Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, teria condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e manifestado solidariedade ao país, conforme comunicado divulgado pelo governo iraniano após conversa telefônica com o chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi.

Segundo a nota, Vieira também apresentou condolências pela morte do então líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, e de outras autoridades e cidadãos iranianos, além de expressar apoio ao governo e ao povo do Irã diante do que Teerã classificou como agressão militar.

De acordo com o comunicado, Araghchi afirmou que a ofensiva dos EUA e de Israel ocorreu "em meio a um processo diplomático em andamento" e classificou as ações como "criminosas". O ministro iraniano reiterou a determinação do país em defender sua soberania e integridade territorial "até a plena realização de seus objetivos".

Por sua vez, Vieira expressou "forte preocupação" com as consequências das violações do direito internacional e ressaltou a necessidade de respeito à soberania nacional, à integridade territorial e aos princípios fundamentais do direito internacional, segundo o governo iraniano.

O chanceler do Irã voltou a declarar que EUA e Israel iniciaram o conflito e argumentou que as operações do Irã contra bases e instalações adversárias na região estão fundamentadas no "direito legítimo de autodefesa". Ele afirmou ainda que tais ações não devem ser consideradas violações da soberania de outros países.

O comunicado acrescenta que Araghchi pediu aos países da região que impeçam o uso de seus territórios por forças americanas e israelenses em ações contra o Irã, sob risco de responsabilidade internacional e impactos à estabilidade regional. Na quarta-feira, 25, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, já havia advertido países da região sobre possíveis novos ataques contra ilhas iranianas.