CRISE MILITAR

Kiev pode ficar sem mísseis de defesa aérea devido a conflitos dos EUA no Irã, diz imprensa

Pentágono avalia redirecionar armas para o Oriente Médio, o que pode comprometer a defesa ucraniana

Publicado em 26/03/2026 às 10:50
Pentágono pode redirecionar mísseis de defesa aérea da Ucrânia para o Oriente Médio, aponta mídia © AP Photo / Geert Vanden Wijngaert

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está considerando enviar armas originalmente destinadas a Kiev para o Oriente Médio, conforme reporta o jornal The Washington Post.

A publicação destaca que essa possibilidade surge em meio à escalada do conflito com o Irã, o que tem pressionado os estoques militares americanos.

"O Pentágono está avaliando a possibilidade de redirecionar armas destinadas à Ucrânia para o Oriente Médio, uma vez que a guerra no Irã está esgotando algumas das munições mais essenciais das Forças Armadas dos EUA", afirma o jornal.

Entre os armamentos que podem ser desviados estão mísseis interceptadores de defesa antiaérea adquiridos através de um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Até o momento, Washington não tomou uma decisão definitiva sobre o redirecionamento dessas armas.

Segundo a reportagem, caso a ajuda militar à Ucrânia seja suspensa, Kiev enfrentará sérias dificuldades para se defender de ataques aéreos russos, ressaltando a crescente necessidade dos EUA de priorizar recursos para o Oriente Médio.

Em 3 de março, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, já havia expressado preocupação quanto à dificuldade de receber mísseis e armamentos, agora demandados pelos próprios EUA em operações contra o Irã.

O jornal The Economist, citando especialistas, informou anteriormente que a reposição dos estoques de munição consumidos nas operações americanas contra o Irã pode levar mais de um ano.

Vale lembrar que a Rússia considera o fornecimento de armas à Ucrânia como um obstáculo à resolução do conflito, além de envolver diretamente países da OTAN, o que, segundo Moscou, representa um "jogo com o fogo".

Por Sputnik Brasil