Maioria no TSE vota por inelegibilidade de Cláudio Castro por abuso nas eleições de 2022
A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou, nesta terça-feira (24), pela inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, sob acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Votaram pela condenação as ministras Estela Aranha e Isabel Gallotti, além dos ministros Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Até o momento, apenas o ministro Nunes Marques apresentou voto contrário. A ação está relacionada ao pleito de 2022, quando Castro foi reeleito para o governo do estado. O julgamento foi iniciado antes de sua saída do cargo, com sessões realizadas em novembro do ano passado e no início deste mês.
Castro oficializou sua renúncia ao Executivo fluminense na tarde desta segunda-feira (23), às vésperas da decisão da corte superior.
A cerimônia de encerramento do mandato de Castro ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo. Com a renúncia, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), assume o cargo e convoca eleições indiretas para definir quem ocupará o governo estadual até o fim de 2026.
Até o momento, dois ministros do TSE votaram pela perda do mandato de Castro, antes de o ministro Nunes Marques pedir vista. Com a saída do então governador, ele não será cassado e responderá apenas pela inelegibilidade.
A chapa de Castro é investigada por abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida a agentes públicos no período eleitoral.
As suspeitas envolvem a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Fundação Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na contratação de milhares de pessoas sem concurso e no uso de programas públicos com finalidade eleitoral.
Castro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tentar obter uma liminar para suspender os efeitos da inelegibilidade, o que reabriria espaço para participação na disputa.
Por Sputinik Brasil