RECURSO

Defesa de Bacellar recorre a plenário do STF contra decisão de Alexandre de Moraes

Publicado em 24/03/2026 às 18:44
© Foto / Thiago Lontra / Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

Os advogados do deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) entraram com recurso contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de manter medidas cautelares contra o parlamentar.

Na decisão de Moraes, na semana passada, ele determinou que Bacellar continuasse com tornozeleira eletrônica e afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na mesma decisão, ele manteve a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto.

Ambos são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstrução de investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Comando Vermelho (CV), no âmbito da investigação referente ao vazamento de informações da operação Oricalco/Zargun, que prendeu o ex-deputado do Rio de Janeiro TH Joias.

Segundo a PGR, o vazamento permitiu escapar antes da chegada da polícia, que retirou computadores e mídias de seu gabinete na Alerj, fugindo de sua residência na véspera da operação.

A defesa de Rodrigo Bacellar alega não haver "fundamento cautelar relacionado à necessidade de preservação da ordem pública" e "à conveniência da instrução processual para a manutenção das medidas cautelares".

TH Joias, que está preso desde setembro, é acusado de intermediar a compra e venda de armas para o CV. Bacellar está licenciado da Alerj desde 10 de dezembro passado. Ele ficou uma semana preso por suspeita de vazar informações sobra a operação da PF. O comando da Alerj segue provisoriamente com o vice, Guilherme Delaroli (PL-RJ).

Em 8 de dezembro, a Alerj formou maioria para derrubar a prisão decretada pelo STF do presidente da Casa.

A PF divulgou mensagens entre o desembargador e Rodrigo Bacellar, revelando uma relação de amizade próxima entre os dois, ambos alvos de investigação pela PF.

As mensagens foram citadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou então a prisão do desembargador.


Por Sputinik Brasil