Reino Unido não permitirá que EUA usem bases para atacar setor energético do Irã, diz Defesa
O secretário de Defesa britânico, John Healey, declarou que o Reino Unido não permitirá que bombardeiros dos Estados Unidos utilizem bases da Força Aérea para atacar instalações energéticas do Irã
"As autorizações para o uso de bases do Reino Unido pelos EUA são de caráter defensivo. Elas não incluem ataques a usinas de energia iranianas", declarou Healey ao Parlamento britânico.
No início do mês, o governo britânico informou que os Estados Unidos começaram a usar as estruturas militares do Reino Unido para realizar "operações defensivas específicas".
"Os Estados Unidos iniciaram o uso de bases britânicas para operações defensivas específicas com o objetivo de impedir que o Irã dispare mísseis na região, o que está colocando vidas britânicas em risco", afirmou em comunicado na época.
Além disso, caças britânicos Typhoon e F-35 foram enviados para operações aéreas sobre a Jordânia, o Catar e o Chipre.
Ataques contra o Irã interrompidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar nesta segunda-feira (23) que Washington e Teerã haviam mantido conversas "muito positivas e produtivas".
Segundo o líder norte-americano, foi dada orientação ao Pentágono para adiar por cinco dias possíveis ataques contra a infraestrutura energética iraniana, embora no fim de semana tenha ameaçado lançar ofensivas em até 48 horas caso o Irã não abrisse o estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a existência de negociações, afirmando ter recebido apenas mensagens indicando interesse dos EUA em diálogo.
Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que não houve conversas com Washington e acusou a disseminação de informações falsas com o objetivo de influenciar os mercados.
Por Sputinik Brasil